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Em repouso, Bolsonaro recebe ministros, mas não Onyx

Em repouso, Bolsonaro recebe ministros, mas não Onyx

Por Estadão

31/01/2020 às 14:48

Atualizado em 31/01/2020 às 14:48

Em repouso após passar por procedimento de vasectomia na noite desta quinta, 30, o presidente Jair Bolsonaro manteve reuniões com aliados no Palácio da Alvorada na manhã desta sexta-feira, 31.

Ele recebeu os ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Jorge Oliveira (Secretaria-Geral), mas não o responsável pela Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), que vê sua pasta ser esvaziada pelo governo.

Ao deixar o local, Heleno respondeu que a condição de saúde do presidente “está ótima.”

Embora já esteja em Brasília, depois de antecipar retorno de férias nos Estados Unidos, Onyx ainda não foi recebido pelo presidente. Ao G1, o ministro disse que o encontro com o presidente poderia ocorrer entre hoje e amanhã. Onyx afirmou ainda que não considera deixar o governo Bolsonaro. "Vou ver se ele me recebe hoje ou amanhã e com tranquilidade a gente vai conversar e resolver todas essas questões", disse.

O ministro antecipou o retorno das férias ao Brasil em função da crise que levou à demissão de Vicente Santini, ex-secretário-executivo de Onyx, e ao esvaziamento da Casa Civil. Santini foi exonerado duas vezes nesta semana. A primeira foi anunciada na quarta, 29, depois de Bolsonaro considerar "imoral" o uso de um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) para o assessor viajar a Suíça e Índia. O custo teria sido de pelo menos R$ 740 mil.

No mesmo dia, porém, Santini foi nomeado para outro cargo na Casa Civil, desta vez como assessor especial da Secretaria Especial de Relacionamento Externo da Casa Civil. A repercussão fez Bolsonaro recuar novamente e tornar sem efeito o ato que devolveu a ele um emprego na pasta.

Bolsonaro ficou irritado e argumentou que Santini poderia ter viajado em voo comercial, como outros ministros fizeram. A Força Aérea Brasileira (FAB) e a Casa Civil afirmaram que o voo cumpriu as disposições legais, mas Bolsonaro classificou o ato como "imoral". "O que ele [Santini] fez não é ilegal, mas é completamente imoral. Ministros antigos foram de avião comercial, classe econômica", afirmou o presidente.

No Planalto, segundo o Estado apurou, as informações são de que o presidente não pretende receber o ministro hoje para uma conversa sobre o caso. A justificativa seria que ele precisa manter o repouso.

"Nós tivemos um episódio bem localizado, que já está resolvido. Agora é sentar, ouvir do presidente o que ele deseja da gente e dar sequência", disse Onyx. O ministro seguiu do aeroporto de Brasília para a sua residência. Depois foi ao Palácio do Planalto, onde já teve conversa com o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno. Eles devem voltar a se reunir à tarde.

Heleno não detalhou a conversa que teve com Onyx. "Nós somos companheiros de equipe." Segundo o ministro do GSI, Bolsonaro está com a saúde "ótima", mas não deve ir hoje ao Palácio do Planalto. "Daqui para frente vida normal", afirmou.

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