Desistência de Bellintani atrapalha projeto eleitoral de Geraldo Jr.
Por Fernanda Chagas
03/01/2020 às 18:58
Atualizado em 03/01/2020 às 19:38
Foto: Fernanda Chagas / Política Livre

Com a desistência do presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani, em concorrer à Prefeitura de Salvador em 2020, o presidente da Câmara de Salvador, Geraldo Júnior (SD), coordenador do bloco SD, PTB, MDB e PSC, mas que conta apenas com o apoio de um vereador dos seis que integram o grupo, perdeu um dos principais suportes para manter sua estratégia para a política municipal.
Acostumado a dizer que tinha uma relação de extrema parceria com Bellintani, pela qual se um não fosse candidato a prefeito o outro seria, senão mesmo vice um do outro, Geraldo Júnior viu agora todo o edifício estratégico construído por ele, ou talvez por ambos, ruir.
“A esteira em que Bellintani estiver, eu estarei”, frase que era habitualmente usada por Geraldo Júnior, não poderá mais ser empregada pelo presidente do Parlamento municipal, a menos que, assim como o dirigente do Bahia, ele 'jogue a tolha' e desista da política.
Com base nessa nova conjuntura, colegas do vereador, em conversa com o Política Livre, avaliam que, inevitavelmente, cabe a ele agora redimensionar seu projeto para Salvador. Pois, conforme analisam, a saída de cena de Bellintani também dificultou qualquer projeto de o integrante do SD se tornar vice de Bruno Reis (DEM), candidato do prefeito ACM Neto (DEM), que será anunciado nesta segunda-feira (6), às 9h, no Hotel Fiesta, conforme anunciado com exclusividade pelo Política Livre.
“Isso tudo, levando em conta que o time liderado pelo prefeito também saiu extremamente fortalecido desse processo com a desistência do presidente do time tricolor, podendo escolher seu companheiro de chapa no seu tempo e a seu bel-prazer", confidenciou uma fonte à reportagem.
Outros edis acreditam que exatamente por esse motivo Geraldinho, como é conhecido, não terá outra alternativa senão a de concorrer à reeleição em outubro para então poder disputar de novo a presidência da Câmara.
