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Tagner chama ACM Neto de derrotado e diz que bolsonarismo é “seita do quanto pior, melhor”
Tagner chama ACM Neto de derrotado e diz que bolsonarismo é “seita do quanto pior, melhor”
Por Carine Andrade, Política Livre
30/10/2026 às 15:40
Foto: Reprodução
O deputado estadual eleito Tagner Cerqueira (PT)
O deputado estadual eleito Tagner Cerqueira (PT) fez duras críticas ao ex-prefeito de Salvador e candidato da oposição ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), e ao movimento bolsonarista durante entrevista à rádio Piatã FM, na última quinta-feira (29). Ao analisar o resultado das eleições e o cenário de polarização política no país, o petista classificou ACM Neto como o “maior derrotado” da política e definiu o bolsonarismo como uma “seita” alimentada por mentiras e notícias falsas.
Na avaliação de Tagner, a estratégia adotada pelo líder do União Brasil na Bahia durante a disputa presidencial comprometeu sua credibilidade política. O deputado eleito criticou a postura de ACM Neto no primeiro turno, quando, segundo ele, o ex-prefeito evitou declarar apoio a Flávio Bolsonaro (PL), mas se aliou ao bolsonarista no segundo turno da eleição.
“ACM Neto é o maior derrotado desta política. Tomou uma lapada de Jerônimo no primeiro turno estadual e agora viu seu grupo encolher ainda mais. No primeiro turno presidencial, enrolou o povo dizendo que ‘tanto faz Lula ou Bolsonaro’; no segundo, desesperado por ministério, abraçou o bolsonarismo e perdeu credibilidade. Político que fica em cima do muro perde a moral com o eleitor. O povo do interior rejeitou quem chega de carro blindado e não tem cheiro de povo”, disparou.
Na entrevista, Tagner falou sobre a direita e à direita bolsonarista. Segundo ele, a oposição democrática mantém espaço para o diálogo, enquanto o bolsonarismo representa uma corrente extremista que aposta na desinformação e na instabilidade política.
“Não é uma disputa comum entre esquerda e direita, porque não considero Flávio Bolsonaro de direita: considero da extrema-direita. A turma do bolsonarismo é uma seita do ‘quanto pior, melhor’, que vive de mentiras e fake news para desqualificar adversários. Com a direita democrática nós dialogamos; com essa seita radical, não”, declarou.
O parlamentar também defendeu que o presidente Lula terá como prioridade a pacificação do país, com políticas públicas voltadas a diferentes segmentos da sociedade. Na avaliação dele, a mobilização popular registrada no segundo turno demonstrou a preocupação de setores da população com os rumos políticos do Brasil.
“Lula governa para todos: para o agronegócio, os movimentos sociais, a classe média e a periferia. Diferente da oposição, que foi contra o fim da escala 6×1 e só recuou na reta final por medo do prejuízo eleitoral. No segundo turno, o povo tomou conta do processo: vimos idosos e a juventude se levantando nas ruas de todo o Brasil pelo medo real de ver o país entregue ao despreparo”, pontuou.
