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Rui Costa acusa Flávio Bolsonaro de ligação com crime organizado e critica desempenho em debate
Rui Costa acusa Flávio Bolsonaro de ligação com crime organizado e critica desempenho em debate
Por Política Livre
19/10/2026 às 13:28
Foto: Reprodução
O senador eleito pela Bahia, Rui Costa (PT)
O senador eleito pela Bahia, Rui Costa (PT), fez duras críticas ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) após o debate promovido pela TV Band, no último domingo (18). Em entrevista à rádio Bahiana FM, nesta segunda-feira (19), o ex-ministro da Casa Civil afirmou que o adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não respondeu aos questionamentos feitos durante o confronto e acusou políticos da direita de envolvimento com o crime organizado no Rio de Janeiro.
“A maioria desses políticos da direita, todos, estão envolvidos com o crime organizado no Rio de Janeiro, inclusive o Flávio Bolsonaro”, declarou Rui Costa, ao associar o senador fluminense a episódios envolvendo milícias e outros grupos criminosos no estado.
Na avaliação do petista, o debate não conseguiu aprofundar questões relacionadas aos problemas cotidianos da população brasileira. Para ele, o principal saldo do encontro foi a postura de Flávio Bolsonaro diante dos questionamentos de Lula, especialmente após o presidente desafiá-lo a abrir as contas bancárias dele e de seus familiares.
“Abra suas contas bancárias, que eu abro as minhas e da minha família, de todos os meus filhos e toda a minha família”, relatou Rui Costa, ao reproduzir o desafio feito pelo presidente Lula durante o debate.
Rui também cobrou explicações sobre a origem do patrimônio do parlamentar, mencionando a compra de uma mansão avaliada em R$ 10 milhões e os ganhos obtidos com uma franquia de chocolates.
“E o Flávio simplesmente fugiu, se calou. Ou seja, ele provou que só tem bravata”, afirmou.
Milícias do RJ
Rui Costa também resgatou episódios relacionados à trajetória política de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro para sustentar as críticas. Entre os fatos citados está a concessão de homenagens a pessoas que, segundo ele, tinham ligação com atividades criminosas, além da nomeação de familiares de um ex-policial apontado como integrante de milícia para o gabinete do então deputado estadual.
O petista mencionou o ex-policial Adriano da Nóbrega, morto em 2020 durante uma operação policial na Bahia, e afirmou que o caso exemplifica a relação entre integrantes das forças de segurança desviados para atividades criminosas e grupos que atuam em comunidades fluminenses.
Ao explicar o funcionamento das milícias, Rui Costa disse que esses grupos passaram a disputar territórios com traficantes e a explorar economicamente moradores e comerciantes, por meio da cobrança de taxas por serviços e pela atuação de pequenos estabelecimentos.
“São bandidos iguais aos traficantes ou até piores porque um dia já foram policiais que conhecem, estão dentro da rede do Estado do Rio de Janeiro”, declarou.
O futuro senador ainda mencionou o histórico de investigações e prisões envolvendo ex-governadores do estado e citou que isso deveria servir de alerta ao eleitorado.
Ao comentar o desempenho de Flávio Bolsonaro no debate, Rui Costa também criticou a presença do influenciador e ex-candidato à Presidência Pablo Marçal no estúdio da TV Band, a quem atribuiu a orientação de Flávio durante o programa, com gestos e indicações sobre o que deveria dizer diante das câmeras.
“Um vexame, um show de horror. Eu estava lá no estúdio e pude ver de perto”, resumiu Rui Costa.
2 Comentários
juscelino
•
19/10/2026
•
12:39
Acacio Oliveira
•
19/10/2026
•
11:56
