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Renan Santos critica Flávio por querer liderar oposição à distância dos EUA: “EaD”
Renan Santos critica Flávio por querer liderar oposição à distância dos EUA: “EaD”
Ex-candidato à Presidência diz que senador deveria enfrentar o cenário político no Brasil
Por Site Metrópoles
28/10/2026 às 21:15
Atualizado em 28/10/2026 às 21:18
Foto: Luiz Rebelato/Divulgação/Arquivo
O ex-candidato à Presidência Renan Santos (Missão)
O ex-candidato à Presidência Renan Santos (Missão) criticou, nesta quarta-feira (28/10), a decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL) de liderar a oposição brasileira a partir dos Estados Unidos. Segundo Renan, a iniciativa não contribui para o país e representa uma tentativa de enfrentar o governo Lula à distância.
“Eu sou oposição natural ao governo Lula, mas o Brasil não ganha em nada com esta oposição EaD sendo feita lá dos Estados Unidos para atender no fundo ao interesse americano aqui. Eu estou aqui, vou lutar daqui e vou pagar as consequências das minhas ações”, concluiu.
Em carta divulgada após chegar a Miami, Flávio se apresentou como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, alegou fraude eleitoral e afirmou estar em exílio. O senador também agradeceu ao presidente norte-americano, Donald Trump, e ao povo dos Estados Unidos, a quem chamou de irmãos.
Renan, por sua vez, afirmou que quem acredita em uma causa deve defendê-la no próprio país.
“Ele optou por não lutar aqui, e a verdade precisa ser dita: quando você acredita em algo, você luta na tua terra. Ele não quis lutar, a nossa terra não era boa o suficiente, ele vai lutar direto da Flórida”, declarou.
Renan também apontou uma contradição nas críticas de Flávio ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, ex-advogado de Lula. Segundo ele, o senador apoiou a indicação de Zanin durante a sabatina no Senado.
“O Zanin, que de fato foi advogado do Lula, contou com o beneplácito do próprio Flávio quando foi sabatinado no Congresso. Flávio foi a favor do cara e agora reclama?”, questionou.
O ex-candidato também colocou em dúvida a duração do apoio de Donald Trump a Flávio. Para ele, o presidente norte-americano prioriza interesses comerciais e pode se afastar do senador caso ele passe a representar um problema para os negócios dos Estados Unidos no Brasil.
“Trump não tem amigos, tem parceiros de negócios. Se o Flávio soar como um perdedor ou como um problema para os negócios do Trump no Brasil, ele vai se livrar dele rapidinho”, disse.
