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Manoel Vitório minimiza queda na arrecadação e diz que Bahia mantém equilíbrio fiscal
Manoel Vitório minimiza queda na arrecadação e diz que Bahia mantém equilíbrio fiscal
Por Carine Andrade, Política Livre
07/10/2026 às 15:23
Foto: Política Livre/Arquivo
O secretário estadual da Fazenda, Manoel Vitório
O secretário estadual da Fazenda, Manoel Vitório, afirmou nesta quarta-feira (7), durante apresentação das metas fiscais do segundo quadrimestre de 2026 na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), que as contas públicas do Estado permanecem sob controle, apesar dos desafios enfrentados pela arrecadação. Ao fazer um balanço da situação fiscal, o secretário procurou afastar preocupações em relação ao nível de endividamento e às operações de crédito contratadas pelo governo.
Segundo Vitório, a Bahia mantém um dos menores níveis de endividamento entre os estados brasileiros. Para ilustrar a situação, ele comparou a relação entre a dívida e a Receita Corrente Líquida (RCL) da Bahia com a de São Paulo.
“São Paulo, da sua receita corrente líquida, tem mais de uma vez e meia. Ou seja, se quiser pagar todas as suas dívidas, ele estaria em mais de uma vez e meia a sua receita, enquanto a Bahia [está] em 30%”, afirmou, em entrevista a este Política Livre.
Na avaliação do secretário, o percentual demonstra que o Estado tem margem para contratar operações de crédito sem comprometer a capacidade de pagamento. Vitório também reagiu às críticas recorrentes da oposição sobre os empréstimos autorizados para o governo estadual nos últimos anos.
“A Bahia trata bem seu endividamento, suas operações de crédito, coloca de uma forma que dá para a gente pagar, dá para fazer as coisas com tranquilidade. Então, não há porque ter nenhum receio com relação a tomar operações de crédito”, declarou.
Queda na arrecadação exige cautela
Durante a apresentação, Vitório também reconheceu um momento de maior dificuldade na arrecadação, especialmente em relação ao ICMS, tributo de competência estadual e do Distrito Federal. O secretário, porém, tratou o movimento como parte da dinâmica da economia e evitou fazer uma avaliação negativa sobre a trajetória das contas estaduais.
Segundo ele, a arrecadação está sujeita a ciclos de maior ou menor atividade econômica e, neste momento, o Estado atravessa um período considerado menos favorável.
“Na economia você tem sazonalidade. Você tem períodos em que a economia está um pouco mais apertada e você tem períodos em que as coisas estão andando melhor. Então, a gente está num ciclo agora um pouco de baixa”, explicou.
O secretário acrescentou que o comportamento da economia baiana também está relacionado ao cenário nacional e internacional. Uma eventual redução no ritmo de crescimento econômico, segundo ele, pode repercutir diretamente sobre a arrecadação dos estados.
“Vamos ver como é que caminha não só o Brasil como o mundo, porque há até uma certa tendência a, digamos assim, redução de vigor de crescimento. Isso acaba afetando o crescimento da arrecadação”, afirmou. Ele completou dizendo que é importante “não ficar pessimista quando a maré não está favorável”.
Apesar da preocupação com o desempenho da arrecadação, Vitório adotou um discurso de cautela e disse que a equipe econômica do Estado trabalha para evitar tanto o excesso de otimismo em momentos positivos quanto o pessimismo diante de períodos de retração.
“A gente tem por norma não ficar tão entusiasmado quando o vento está totalmente a favor, nem ficar muito pessimista quando a maré não está, o vento não está favorável”, disse.
Para o secretário, a estratégia é manter uma condução prudente das contas públicas independentemente das oscilações da economia.
“A gente tem que levar sempre o barco com muita tranquilidade e a gente tem conseguido fazer isso”, frisou.
