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Jerônimo quer segundo governo mais personalista, longe de influência de Wagner e Rui; Bruno e Adolpho serão secretários
Jerônimo quer segundo governo mais personalista, longe de influência de Wagner e Rui; Bruno e Adolpho serão secretários
Por Política Livre
06/10/2026 às 12:48
Foto: Reprodução/Flickr
O governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT)
Com as declarações dadas ontem de que vai promover uma reforma administrativa em seu segundo mandato, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) pode ter mandado uma mensagem a aliados de que pretende fazer uma gestão mais personalista a partir do ano que vem, em que serão reduzidos os papéis do senador Jaques Wagner (PT) e do ex-ministro Rui Costa (PT), eleito ao Senado, na administração.
Hoje, os dois têm forte influencia no governo, para o qual Wagner fez mais indicações do que Rui, exercendo mais poder do que o senador eleito. A disputa por espaço entre eles teria, no entanto, contribuído para minar a força de Jerônimo na gestão, o que foi ampliado pela compulsão do governador por viajar. O plano de Jerônimo entraria em conflito, entretanto, com o projeto de Rui de ter mais influência sobre o sexto governo petista.
O senador eleito teria demonstrado interesse em reduzir a participação de Wagner na gestão durante a campanha, a qual praticamente pilotou em alguns momentos sozinho, aproveitando sua força eleitoral para chamar para si muitas decisões, contatando prefeitos e lideranças do interior e corrigindo rumos nas mais variadas direções, como as da comunicação e da articulação política, na maioria das vezes sob críticas do grupo de Wagner.
“Agora, que não tem mais uma reeleição pela frente, Jerônimo pode dar sua cara ao governo, escolhendo quem ele quiser para auxiliá-lo, sem se submeter aos interesses de Rui e Wagner, como aconteceu até agora”, diz um deputado petista que participou ativamente da campanha ao lado do governador. Ele diz que reforçaria o desejo do gestor o sentimento com o qual ele emergiu da campanha.
Segundo o parlamentar, Jerônimo está se sentindo muito forte, como uma autêntica liderança estadual, depois de ter batido o candidato das oposições, ACM Neto (União Brasil), na urnas com mais de um 1 milhão de votos, quando, como na sucessão de 2022, em que se elegeu governador pela primeira vez, a maioria das pesquisas previam a vitória do adversário.
Entre os nomes que Jerônimo deve indicar está o do ex-secretário de Cultura, Bruno Monteiro, que coordenou a área na campanha. Ele deve ser o próximo secretário de Comunicação, cujo titular hoje é interino. Além dele, Adolpho Loyola deve retornar à secretaria de Relações Institucionais, mas já na cota do próprio governador, do qual se aproximou ainda mais, e não como um indicado de Wagner. Alvo de muitas críticas durante a campanha, os dois saíram fortalecidos com a vitória de Jerônimo.
