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Jato usado por Flávio Bolsonaro pertence a empresa investigada por lavagem de dinheiro na Argentina
Jato usado por Flávio Bolsonaro pertence a empresa investigada por lavagem de dinheiro na Argentina
Por Redação
28/10/2026 às 10:29
Foto: Vittor Sales/Arquivo/Divulgação
Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado no segundo turno da eleição presidencial, deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos em uma aeronave da Baires Fly, empresa argentina investigada em um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo recursos públicos. Segundo reportagem de O Globo publicada nesta quarta-feira (28), o jato partiu de Puerto Iguazú, na Argentina, fez uma escala em Guayaquil, no Equador, e seguiu para Miami, com Flávio, a mulher e as duas filhas a bordo. A viagem ocorreu após o parlamentar descumprir a ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar seus passaportes à Polícia Federal (PF).
A Baires Fly pertence ao empresário Luis Grande e ganhou projeção na Argentina após Javier Milei utilizar uma aeronave da companhia em sua primeira viagem internacional como presidente eleito, em 2023. Atualmente, a empresa é investigada pela Justiça Federal de Buenos Aires no âmbito de um suposto esquema de desvio de verbas da Agência Nacional de Deficiência (ANDIS). De acordo com a investigação, fornecedores do órgão teriam transferido propinas para a companhia sob a justificativa de pagamentos por voos fretados que não teriam sido realizados. O operador comercial Sergio Mastropietro é apontado pelas autoridades argentinas como articulador da lavagem de dinheiro.
A saída de Flávio do Brasil passou a ser investigada pela Polícia Federal, que busca esclarecer as circunstâncias da viagem. Inicialmente, autoridades argentinas afirmaram não haver registro de entrada do senador no país, mas o governo argentino informou posteriormente que ele cruzou a fronteira pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na noite de terça-feira (27). Flávio é investigado no STF em inquéritos que apuram suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas a negócios com o advogado Willer Tomaz e possíveis irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. O senador nega irregularidades.
