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Flávio sofre ‘perseguição política’ de Moraes, diz Rui Costa Pimenta, presidenciável do PCO
Flávio sofre ‘perseguição política’ de Moraes, diz Rui Costa Pimenta, presidenciável do PCO
Para Pimenta, que se define como ‘revolucionário e comunista’, o Supremo exerce uma ‘ditadura’ no País e ‘votar no Lula era também votar no STF’
Por Leticia Fernandes/Estadão
27/10/2026 às 22:00
Foto: Divulgação/PCO
O candidato a presidente Rui Costa Pimenta, do PCO
O candidato a presidente Rui Costa Pimenta, do Partido da Causa Operária (PCO), criticou nesta terça-feira, 27, o que chamou de “perseguição política” do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra Flávio Bolsonaro (PL). O candidato derrotado ao Palácio do Planalto foi intimado a entregar os passaportes em um prazo de 24 horas, período que venceu na manhã desta terça sem que a determinação fosse cumprida. O senador do PL deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos, como confirmou a Coluna do Estadão.
“Até um cego vê que trata-se de uma perseguição política”, disse Pimenta pelo X.
O presidente do partido que se autodenomina “revolucionário e comunista” disse ainda que a ação de Moraes “nada tem a ver com a defesa da democracia”, e sim com o fato de que o candidato do PL teve quase 60 milhões de votos e fez bancadas expressivas na Câmara e no Senado. Com isso, “pode conseguir o impeachment de determinados ministros do STF. Então, a perseguição é por causa disso, é um jogo de poder”, continuou.
Rui Costa Pimenta afirmou que o Supremo exerce uma “ditadura” no País e disse ter votado nulo no segundo turno das eleições entre Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para ele, “votar no Lula era também votar no STF”.
“O STF exerce aqui uma ditadura, todo mundo sabe disso. E na realidade, nós estamos vendo a continuidade da ditadura. Muita gente estranhou que a gente votasse nulo, entre o Flávio Bolsonaro e o Lula. A ação de Moraes contra Flávio é uma demonstração de por que a gente não tinha condições de votar no Lula. Porque votar no Lula era também votar no STF".
O candidato à Presidência do Partido da Causa Operária ficou em último lugar na corrida presidencial deste ano com 0,01% dos votos no primeiro turno, um total de 15.024 votos. Foram 12 postulantes ao cargo no pleito de 2026.
