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Datafolha: Raquel Lyra tem 50% dos votos válidos em PE ante 47% de João Campos

Datafolha: Raquel Lyra tem 50% dos votos válidos em PE ante 47% de João Campos

Cenário é de empate técnico; margem de erro da pesquisa é de três pontos para mais ou para menos

Por João Pedro Pitombo/Folhapress

01/10/2026 às 18:30

Atualizado em 01/10/2026 às 21:40

Foto: Carina Leão e Edson Holanda/Divulgação

Imagem de Datafolha: Raquel Lyra tem 50% dos votos válidos em PE ante 47% de João Campos

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB)

A três dias das eleições, a governadora Raquel Lyra (PSD) tem 50% das intenções de votos válidos ante 47% do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), na disputa pelo Governo de Pernambuco, aponta pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º).

O cenário é de empate técnico entre os dois principais candidatos. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Para calcular os votos válidos, são excluídos os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é comparável ao utilizado pela Justiça Eleitoral para contabilizar e divulgar o resultado oficial da eleição.

Na sequência, aparecem os candidatos Ivan Moraes (PSOL) com 2% e Renan Hallais (Missão) com 1%. Professora Camila (UP), Guilherme Fonseca (PSTU) e Victor Assis (PCO) não pontuaram.

Foram ouvidos 1.204 eleitores com 16 anos ou mais em Pernambuco, distribuídos em 48 municípios, no período de 28 setembro a 1º de outubro. O levantamento foi contratado pelo jornal Folha de São Paulo e TV Globo, e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número PE-06822/2026.

Em votos totais, Raquel Lyra tem 46% e João Campos, 44%. Votos em branco, nulos ou em nenhum dos nomes somam 4%, enquanto 3% dos entrevistados não souberam responder.

Ivan Moraes em 2% e Renan Hallais, 1%. Professora Camila, Guilherme Fonseca e Victor Assis não pontuaram.

O Datafolha também fez a simulação de um possível segundo turno entre Raquel Lyra e João Campos. A governadora marcou 50% das intenções de voto ante 46% do ex-prefeito do Recife. Brancos e nulos somaram 3% e indecisos são 1%.

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos possíveis candidatos não são apresentados, Raquel é citada por 40%, e Campos, por 34%. Outros 15% não souberam indicar um candidato e 4% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum nome.

Já 1% mencionou Ivan Moraes e 1% citou o ex-governador Eduardo Campos, morto em 2014 e pai de João Campos. Enquanto 5% deram outras respostas.

A rejeição dos candidatos também foi pesquisada pelo Datafolha. Ao todo, 34% dos eleitores disseram não votar de jeito nenhum em João Campos, e 32% disseram o mesmo sobre Raquel Lyra.

Renan Hallais aparece na sequência com 25% de rejeição, seguido de Ivan Moraes (23%), Guilherme Fonseca (23%), Victor Assis (21%) e Professora Camila (19%). Outros 3% disseram não rejeitar nenhum dos candidatos, 2% disseram rejeitar todos, e 6% não opinaram.

O Datafolha também mediu a avaliação do governo. Ao todo, 49% dos eleitores avaliam o governo de Raquel Lyra como ótimo ou bom. Outros 30% classificaram a gestão como regular, 20% como ruim ou péssima e 2% não soube responder.

São 64% os que disseram aprovar o trabalho da governadora, enquanto 31% disseram reprovar e 5% não opinaram.

A pesquisa indica uma disputa acirrada entre Raquel Lyra e João Campos. Na última rodada do Datafolha, divulgada em 24 de setembro, a governadora tinha 48% das intenções de voto, contra 44% do ex-prefeito do Recife no primeiro turno. Já considerando apenas os votos válidos, ela marcava 51%, contra 46% dele.

No primeiro semestre, João Campos liderava nas pesquisas de intenção de voto, a governadora assumiu a dianteira na pesquisa Datafolha divulgada em 31 de julho. Nos últimos levantamentos, porém, o cenário vem sendo de empate técnico.

Raquel adotou uma posição de neutralidade em relação à eleição presidencial, buscando votos tanto entre aliados de Lula (PT) quando entre os apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL).

João Campos, por sua vez, tem no presidente Lula seu principal cabo-eleitoral no estado. O ex-prefeito também tem reforçado referências a seu pai, o ex-governador Eduardo Campos, que comandou o estado entre 2007 e 2014.

Leia também: Datafolha: Tarcísio tem 56% dos votos válidos, contra 37% de Haddad, e poderia vencer em 1º turno

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