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Damares notifica CUT após site que pressiona pelo fim da 6x1 expor seus contatos pessoais
Damares notifica CUT após site que pressiona pelo fim da 6x1 expor seus contatos pessoais
Por Gabriela Echenique, Folhapress
07/10/2026 às 13:37
Atualizado em 07/10/2026 às 17:16
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/Arquivo
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF)
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) enviou uma notificação extrajudicial à CUT (Central Única dos Trabalhadores) após sindicatos divulgarem uma plataforma que expõe os contatos dos senadores como forma de pressão para votação do fim da escala 6x1. Ela pede a exclusão de seus dados e ameaça ir à Justiça caso isso não ocorra.
O site napressao.org.br cobra a aprovação da PEC e busca pressionar os parlamentares a votar o texto antes do segundo turno das eleições.
Nele, é possível enviar mensagens aos senadores ou mencioná-los nos perfis nas redes sociais.
A mensagem diz que "votar ‘sim’ é possibilitar que milhões de brasileiros e brasileiras tenham qualidade de vida" e que "é bom para todo mundo e um grande passo para um país mais justo".
O banner da plataforma foi incluído em primeiro plano no site das centrais sindicais, que pressionam pela votação da PEC.
Na notificação, Damares diz que não forneceu seu número pessoal à CUT e que o fato de ela ser uma pessoa pública não retira a proteção jurídica aos seus dados pessoais.
"Não se pode confundir, nesse contexto, a necessária transparência inerente ao exercício de mandato eletivo com uma suposta autorização irrestrita para divulgação de número telefônico pessoal da parlamentar", disse.
Para ela, a divulgação de seus dados pessoais é desnecessária.
"Ainda que a CUT pretenda promover mobilização social e permitir que cidadãos se manifestem perante seus representantes eleitos —finalidade que não é objeto desta notificação —, tal circunstância não demonstra, por si só, a necessidade de divulgação do número pessoal de WhatsApp da parlamentar, sobretudo quando existem canais institucionais próprios para comunicação com seu mandato".
Em resposta, o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, diz que é preciso reagir. "
