Home
/
Noticias
/
Brasil
/
Apoiadores de Flávio pedem intervenção no Brasil e captura de Lula no Instagram de Trump, aponta estudo
Apoiadores de Flávio pedem intervenção no Brasil e captura de Lula no Instagram de Trump, aponta estudo
Por Mônica Bergamo e Jullia Gouveia, Folhapress
30/10/2026 às 14:00
Foto: Reprodução/Instagram/Arquivo
Pedidos para que americano 'salve' ou 'ajude' o país são 34,1% das mensagens analisadas pelo AtivaWeb Datalab
Apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) invadiram os perfis de Donald Trump nas redes sociais depois das eleições de domingo (25) com pedidos para que ele intervenha no Brasil e até mesmo sequestre o presidente reeleito Lula (PT), como fez com Nicolás Maduro na Venezuela, país que passou a controlar.
Um levantamento da Ativaweb DataLab realizado na quinta (29), após a fuga do senador brasileiro para os EUA, identificou mensagens como "Coloniza o Brasil, nunca te pedi nada" e "Já prendeu o Maduro, chegou a vez do Lula".
"A combinação de expectativa frustrada, derrota não reconhecida e saída do candidato para os Estados Unidos disparou a invasão dos perfis de Trump. A prorrogação da votação até as 19h, determinada pelo ministro Cristiano Zanin diante da falta de ônibus em Salvador e em outras cidades, virou o principal argumento de fraude nos comentários", afirma o relatório, que monitorou cerca de 1,2 milhão de interações no Facebook e no Instagram de Donald Trump.
Apelos para que Trump "salve" ou "ajude" o Brasil correspondem a 34,1% dos comentários na rede do americano. Já pedidos de captura de Lula representaram 7,9% das mensagens analisadas. O estudo também identificou 12 variações, em português e em inglês, da provocação "Lula disse que você não tem coragem de vir buscar ele".
Narrativas de fraude eleitoral e ditadura concentraram 9,2% das interações. Nas referências à política brasileira, Lula foi citado mais que o dobro de vezes que Flávio. O nome de Moraes e termos como "ditadura", "stolen" (roubado) e "coup" (golpe) também apareceram nos comentários com alegações de fraude.
No conjunto de mensagens, 33,6% estavam escritas total ou parcialmente em inglês. Uma em cada cinco continha a sigla SOS.
