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Alexandre de Moraes pede a Fachin que André Mendonça seja investigado por abuso de autoridade

Alexandre de Moraes pede a Fachin que André Mendonça seja investigado por abuso de autoridade

Ministro deu decisão no inquérito das fake news e disse que colega agiu por motivos pessoais e políticos

Por Luísa Martins/Folhapress

03/09/2026 às 20:47

Atualizado em 03/09/2026 às 22:35

Foto: Antonio Augusto/STF/Arquivo

Imagem de Alexandre de Moraes pede a Fachin que André Mendonça seja investigado por abuso de autoridade

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal)

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu que o ministro André Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução do caso Master e INSS (Institutos Nacional do Seguro Social).

A decisão foi tomada no âmbito do inquérito das fake news. Moraes afirma que Mendonça agiu para direcionar as investigações, "com quebra da imparcialidade judicial e favorecimento a determinados grupos políticos".

De acordo com Moraes, o colega conduziu irregularmente tratativas de delações premiadas e direcionou determinados alvos para a investigação "por motivos pessoais e políticos, inclusive com a indicação prévia de medidas cautelares" a serem apresentadas pela PF (Polícia Federal).

Esses alvos seriam o próprio Moraes e o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP).

A medida é tomada por Moraes dois dias depois de Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF que aponta Moraes como o interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Na decisão, Mendonça sinalizou que levará ao plenário a possibilidade de investigar o colega.

Segundo Moraes, há por parte de Mendonça "indícios crescentes de enviesamento da condução da supervisão judicial, manifestados em direcionamento temático de intensidade progressiva quanto a linha investigativa determinada", além de "quebra da cadeia de custódia das provas apreendidas".

Moraes afirmou que, no curso da investigação, Mendonça ameaçou afastar do cargo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet —este último por "proximidade com o ministro Gilmar Mendes que o tornaria indigno de confiança".

Comentários
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1 Comentário

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CARLOS MOTA JR

03/09/2026

18:31

ESSA É A TÁTICA DA GANGUE, CRIA UMA NARRATIVA NOVA PARA ENGANAR E ESQUECER A PODRIDÃO DELES E A ROUBALHEIRA DO LULA PAI, IRMÃO E FILHO NO DINHEIRO DOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO INSS.
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