Lula deve defender saída institucional para crise e evitar ataques a Mendonça
Presidente não pretende questionar decisão judicial e vai adotar linha de contemporização
Por Gabriela Echenique/Folhapress
08/09/2026 às 20:30
Atualizado em 08/09/2026 às 20:35
Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Lula
Após reunião com aliados e ministros, o presidente Lula deve tentar contemporizar a crise instalada entre o STF (Supremo Tribunal Federal) e a PF (Polícia Federal) e defender saídas institucionais para o que chama de "crise de institucionalidade".
O presidente vinha tentando se manter distante do embate entre ministros, mas o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, foi considerado o estopim para que Lula se posicionasse.
A ideia, no entanto, não é partir para o embate. Aliados avaliam que um confronto com o ministro André Mendonça pode sugerir ao eleitor uma proximidade com o ministro Alexandre de Moraes, o que a campanha tenta evitar a todo custo.
A expectativa é que o Palácio do Planalto divulgue uma nota ainda nesta terça-feira (8). O tom deve ser de serenidade, mas firme em defesa das instituições, sem citar os integrantes do Supremo.
Um interlocutor do presidente Lula disse, sob reserva, que a ordem é não amplificar a crise e "jogar água na fervura". As críticas e ataques ao ministro serão terceirizados para o PT e aliados.
Há um sentimento no governo de que as ações de Mendonça podem se virar contra ele. No Planalto, a avaliação é que o ministro ultrapassou limites, exagerou na dose e tenta interferir no processo eleitoral.
