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Flávio Bolsonaro cobra voto de Cármen Lúcia para abertura de investigação contra Moraes
Flávio Bolsonaro cobra voto de Cármen Lúcia para abertura de investigação contra Moraes
Por Leandro Silveira e Mariana Ribas/Estadão Conteúdo
06/09/2026 às 12:30
Foto: Charles Vieira/Arquivo/Divulgação
Flávio Bolsonaro
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) cobrou neste domingo uma posição da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento que deverá analisar a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Em transmissão no seu perfil no Instagram, Flávio disse esperar que a magistrada vote pela investigação e associou a decisão à trajetória de Cármen no Supremo.
"Quero muito ver como vai ser a votação da ministra Cármen Lúcia nesse julgamento agora na semana que vem. Como é que ela, sempre defensora da democracia, da liberdade, que sempre foi contra a impunidade, como é que ela vai se colocar agora. Se vai proteger o Brasil, a democracia e o próprio Supremo Tribunal Federal ou se vai proteger o Alexandre de Moraes porque é seu coleguinha ali de plenário e acha que ele também tem que estar acima dele", afirmou.
Na sequência, o senador cobrou diretamente uma posição da ministra. "Então, Carmen Lúcia, o Brasil está aguardando para ver como vai ser o seu voto na semana que vem, se a senhora vai autorizar que o Alexandre de Moraes seja formalmente investigado ou se a senhora vai passar a mão na cabeça dele com tudo isso que já veio à tona. Vai ficar muito ruim para sua história, para a sua biografia", disse.
Durante a transmissão, Flávio convocou apoiadores para o ato previsto para esta segunda-feira, 7 de setembro. O candidato afirmou que o sucesso da manifestação está diretamente ligado à possibilidade de investigação de Moraes no STF: "Se a manifestação tiver bastante gente, eu sei que lá dentro do Supremo tem algumas pessoas que são sensíveis a essa pressão popular", afirmou.
Ele continuou dizendo que o STF não pode ser um ambiente de proteção ao ministro Alexandre de Moraes e que "tem que ser uma proteção da instituição, tem que ser uma proteção da democracia e da Constituição do nosso País".
O clima de tensão na Corte se intensificou após a revelação de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que mostraram que ambos conversaram sobre detalhes sensíveis da Operação Compliance Zero dias antes da prisão do banqueiro.
André Mendonça, por sua vez, é relator do caso Master no Supremo e liberou o sigilo de informações da Polícia Federal que liberaram as mensagens comprometedoras. Nesta semana, após as revelações, Moraes usou o inquérito das fake news para acusar Mendonça de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade.
Diante do cenário, o voto de Cármen Lúcia pode ser determinante nas análises que o plenário do Supremo deve realizar em relação a conduta dos magistrados.
