"Eu não tenho nada a ver com o Master", diz Jaques Wagner
Por Política Livre
21/09/2026 às 09:05
Foto: Lula Marques / Agência Brasil
O senador Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição ao Senado Federal, negou qualquer envolvimento com o Banco Master e afirmou que sua relação com Augusto Lima, ex-sócio da instituição financeira, teve início durante o processo de privatização da Cesta do Povo. A declaração foi dada em entrevista à Piatã FM nesta segunda-feira (21).
Segundo Wagner, Lima foi apresentado a ele como comprador da rede estadual de supermercados em 2018, antes da criação do Banco Master. O petista argumentou que a diferença entre as datas afastaria uma relação entre o processo de privatização e os negócios posteriores da instituição financeira.
“Augusto Lima foi uma pessoa que eu conheci quando a gente privatizou a Cesta do Povo. Ele foi quem comprou e viabilizou a retirada de um absurdo que era uma rede estatal de supermercados. Ele comprou em abril de 2018, e o banco foi criado em 2019. Então, não tem nada a ver com o Banco Master”, declarou.
Ao comentar as investigações nas quais seu nome passou a ser mencionado, Wagner afirmou que nunca atuou em benefício do banco. O senador reconheceu que manteve contato com Augusto Lima, mas alegou que as conversas estavam relacionadas a projetos apresentados pelo empresário.
“Eu conheço Augusto Lima. Como sócio, é óbvio que ele liga para um senador e diz que está com um projeto que é do interesse do banco. Agora, eu não tenho nada a ver com o Banco Master, nem nunca tive”, disse.
O parlamentar também buscou afastar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) da origem do banco. De acordo com sua versão, a instituição foi autorizada durante a gestão de Jair Bolsonaro, após tentativas anteriores terem sido barradas pelo Banco Central durante o governo de Michel Temer.
“Quem autorizou a criação do Banco Master? O Banco Central de Bolsonaro. Quem liquidou o Banco Master e prendeu o senhor Daniel? O Banco Central do presidente Lula e a Polícia Federal do presidente Lula”, afirmou.
Para reforçar que não teria favorecido a instituição, Wagner citou três posições adotadas no Congresso: a assinatura de um pedido de CPI para investigar o Banco Master, a apresentação de uma emenda para limitar os juros do crédito consignado e o voto contrário à ampliação da cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
“Eu assinei a CPI do Banco Master. Coloquei uma emenda para limitar os juros cobrados pelo consignado, contra o interesse do banco, e votei contra a ampliação do FGC. Então, onde foi que eu atuei a favor do Banco Master? Outros parlamentares atuaram”, questionou.
