Datafolha: Lula tem 42% de avaliação negativa e 31% de positiva
Outros 25% dizem achar governo do petista regular, segundo levantamento
Por Igor Gielow/Folhapress
03/09/2026 às 19:45
Atualizado em 03/09/2026 às 22:33
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Arquivo
O governo do presidente Lula (PT) é considerado ruim ou péssimo por 42% dos eleitores
O governo do presidente Lula (PT) é considerado ruim ou péssimo por 42% dos eleitores, aponta nova pesquisa do Datafolha. Outros 31% o avaliam como ótimo ou bom, enquanto 25% dizem achá-lo regular.
O instituto que ouviu 2.002 pessoas em 125 cidades nesta terça (1º) e quarta-feira (2). A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.
Segundo a pesquisa, contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de São Paulo e registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o código BR-03669/2026, 51% desaprovam o trabalho do petista, enquanto 45% o aprovam.
Na rodada anterior do levantamento, há duas semanas, o petista havia marcado 41% de ruim/péssimo, oscilação dentro do limite da margem de erro ante a pesquisa do fim de julho, quando tinha 38%. Já o ótimo/bom havia oscilado de 32% para 33% e o regular, de 28% para 25%.
Em relação à aprovação pessoal do presidente, na pesquisa anterior havia um empate técnico, com 50% de menções negativas e 48%, positivas.
No período entre os dois levantamentos, Lula foi fustigado pelo caso Lulinha, de suspeitas acerca das relações de seu filho Fábio Luís. Houve também um debate público mais intenso sobre a degradação das contas públicas do governo, e o PIB desacelerou no segundo trimestre.
Por outro lado, houve notícias positivas num tema popular, o avanço do fim da escala 6x1 de trabalho. Lula operou com os presidentes das Casas do Congresso, numa aliança vista como mirando o pós-eleição, para fazer avançar a tramitação do projeto sobre o tema.
A avaliação de governo e a aprovação do presidente integram o conjunto de indicadores que servem de barômetro para sua estratégia de campanha eleitoral. Usualmente, as taxas andam próximas das intenções de voto do incumbente ou sugerem um transbordo na reta final da campanha.
A eleição de 2022 é um exemplo. O então presidente Jair Bolsonaro passou boa parte da campanha bem atrás de Lula nas pesquisas de primeiro turno. Às vésperas do ano eleitoral, em dezembro de 2021, sua avaliação positiva era de 22%, enquanto 53% o viam como ruim ou péssimo.
Com as medidas eleitoreiras usuais em anos de disputa presidencial, a avaliação de Bolsonaro melhorou, chegando antes da primeira rodada com um empate técnico —39% de avaliação negativa e 38%, de positiva. Na segunda rodada, foi derrotado por apenas 50,9% a 49,1% dos votos válidos.
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