Datafolha: 42% acham governo Lula ruim ou péssimo, e 32%, bom ou ótimo
Segundo levantamento, 25% consideram gestão do petista regular; resultado interrompe curva negativa
Por Igor Gielow/Folhapress
11/09/2026 às 21:30
Atualizado em 11/09/2026 às 22:56
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo
O presidente Lula (PT)
Faltando pouco mais de três semanas para o primeiro turno da eleição presidencial, o governo Lula (PT) é avaliado negativamente por 42% dos brasileiros. Para 32%, o incumbente faz uma gestão positiva, enquanto 25% a consideram regular.
Ainda desaprovam o desempenho pessoal de Lula no Planalto 50%, ante 47% que o aprovam. Os dados indicam estabilidade com oscilações positivas para o presidente, após semanas deslizando negativamente.
Na pesquisa realizada há uma semana, 42% dos ouvidos consideravam o governo ruim ou péssimo, enquanto 31% o viam como ótimo ou bom, e 25%, como regular. Já a desaprovação pessoal do petista estava em 51%, ante 45% de aprovação.
O Datafolha ouviu 2.002 eleitores de terça-feira (8) a quinta (10) em 125 municípios. Com margem de erro de dois pontos percentuais, o levantamento foi encomendado pela Folha e pela TV Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-01833/2026.
Na última semana, o noticiário político foi dominado pela crise no Supremo Tribunal Federal, na qual a tática da oposição é associar Lula ao ministro Alexandre de Moraes, cujas relações com o ex-dono do Banco Master foram explicitadas pelo colega de corte André Mendonça.
O rival Flávio Bolsonaro (PL), ainda que implicado diretamente no caso por cobrar dinheiro de Vorcaro, dobrou a aposta e passou a dizer que "votar em Lula é votar em Moraes", como fez no evento do 7 de Setembro na avenida Paulista.
O desfecho da confusão é incerto, mas a campanha de Lula passou a semana fazendo cálculos sobre como reverter danos. Agenda positiva de governo, não houve. Mesmo a aprovação, na semana passada, do fim da escala 6x1 pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, um trunfo potencial dada a popularidade da medida, ficou incompleta.
Esperando a composição da Casa após o primeiro turno, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) não levou o tema ao plenário. O senador quer saber qual será o espírito da próxima legislatura, se bolsonarista ou contrária ao fim da escala, para tentar garantir sua manutenção no cargo.
Uma compensação foi a aprovação do fim da chamada taxa das blusinhas, imposto sobre produtos importados de baixo valor, vista como potencialmente popular. A cobrança havia sido estipulada pelo próprio governo federal, em maio.
Assim, há uma escassez de boas notícias para o petista, o que é um problema nas eleições. Especialistas em marketing eleitoral costumam colocar em 40% o índice de má avaliação de incumbentes, a depender de fatores outros, como intenção de voto e rejeição do eleitorado.
