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Corrupção lidera motivos de rejeição e defesa da democracia perde força na eleição
Corrupção lidera motivos de rejeição e defesa da democracia perde força na eleição
Por Redação
06/09/2026 às 16:27
Foto: José Cruz/Arquivo/Agência Brasil
Urna eletrônica
A corrupção é o principal fator considerado pelos eleitores na escolha e, sobretudo, na rejeição de candidatos à Presidência, segundo a nova pesquisa Quaest contratada pelo GLOBO e pela TV Globo. Para 31% dos entrevistados, não estar envolvido em corrupção é o atributo mais importante para votar em um candidato, enquanto 28% destacam o compromisso com a democracia. Quando questionados sobre o motivo que os faria rejeitar completamente um candidato, porém, 40% apontaram envolvimento em corrupção, quase o dobro dos 21% que citaram falta de compromisso democrático. A reportagem é do jornal O Globo.
A percepção sobre corrupção atravessa diferentes grupos políticos: lulistas, bolsonaristas e eleitores independentes apontam o envolvimento em escândalos como principal razão para rejeitar um candidato. O cenário alimenta a disputa de narrativas entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, que têm associado adversários a episódios como os casos do INSS e do Banco Master. Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, a corrupção funciona mais como um “veto” ao candidato do que como uma credencial positiva, embora os eleitores possam divergir sobre quem consideram envolvido em irregularidades.
Já a defesa da democracia aparece de forma mais concentrada em determinados segmentos. O tema é mais citado por eleitores de maior escolaridade, pela esquerda não lulista e por grupos do Nordeste, enquanto eleitores lulistas valorizam mais a experiência do candidato. Entre os eleitores de direita, o combate à corrupção ganha maior peso, e a percepção de que um candidato é aliado do STF aparece acima da média como motivo de rejeição. Para Nunes, a defesa da democracia não perdeu importância, mas deixou de ter o alcance amplo observado em 2022 e poderá voltar ao centro da eleição caso novos episódios ampliem a percepção de ameaça às instituições.
