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Censura de pesquisa: MPF aponta exagero em pedido da coligação de Jerônimo contra a CBN Salvador
Censura de pesquisa: MPF aponta exagero em pedido da coligação de Jerônimo contra a CBN Salvador
Por Redação
22/09/2026 às 21:25
Atualizado em 22/09/2026 às 21:17
Foto: Reprodução/Flickr
O governador Jerônimo Rodrigues (PT)
O Ministério Público Eleitoral (MPE) manifestou-se pela procedência apenas parcial da representação movida pela coligação do governador Jerônimo Rodrigues (PT) contra a pesquisa BA-00478/2026, realizada pela Séculus e contratada pela CBN Salvador, razão social Rádio Cultura da Bahia. O parecer reconhece uma irregularidade pontual na formulação de perguntas estimuladas para governador, mas rejeita a maior parte dos pedidos formulados pela coligação governista.
Segundo o procurador regional eleitoral auxiliar Ovídio Augusto Amoedo Machado, a pesquisa omitiu nomes de candidatos que deveriam constar em duas perguntas específicas sobre intenção de voto para governador, o que justificaria apenas a suspensão desses cenários. O próprio Ministério Público, contudo, defendeu a liberação dos demais dados da pesquisa, como rejeição, segundo turno e disputa ao Senado, em nome da “menor interferência possível da Justiça Eleitoral na circulação de informações”.
O parecer também afastou a tese de que a pesquisa seria “não registrada” ou passível de multa. Para o MPE, as informações sobre contratante, pagamento e origem dos recursos constavam do sistema da Justiça Eleitoral e podiam ser verificadas diretamente. Assim, não haveria omissão capaz de invalidar o levantamento.
Outro ponto relevante foi a rejeição das alegações relativas à metodologia, plano amostral, ponderações estatísticas e sistema interno de controle da pesquisa. O Ministério Público entendeu que a legislação exige apenas o registro e a descrição desses elementos, não cabendo à Justiça Eleitoral substituir especialistas para julgar escolhas técnicas sem prova concreta de irregularidade.
O pedido para acesso ao sistema interno de fiscalização da empresa também foi considerado inadequado na via processual escolhida pela coligação, exigindo procedimento próprio.
Na prática, o parecer do MPE reduz substancialmente o alcance da ofensiva judicial promovida contra a pesquisa. Em vez da anulação integral do levantamento, multas e apuração criminal pretendidas pela coligação, o órgão ministerial sustentou uma solução restrita a duas perguntas específicas, preservando o restante das informações coletadas.
