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Paulo Azi diz que oposição chega unida e atribui derrota de 2022 ao efeito Lula
Paulo Azi diz que oposição chega unida e atribui derrota de 2022 ao efeito Lula
Por Política Livre
27/08/2026 às 17:40
Foto: Política Livre
O presidente do União Brasil na Bahia, deputado federal Paulo Azi
O presidente do União Brasil na Bahia, deputado federal Paulo Azi, afirmou nesta quinta-feira (27) que a oposição chega mais preparada para a disputa deste ano e atribuiu a derrota de ACM Neto (União) em 2022 à força eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à falta de unidade entre os partidos oposicionistas. A declaração foi dada durante a entrega da Comenda 2 de Julho ao ex-deputado federal João Gualberto (PSDB), na Assembleia Legislativa.
Segundo Azi, o cenário atual é diferente do registrado há quatro anos e as pesquisas refletem o sentimento de mudança observado nas ruas.
"Nosso entendimento é que as pesquisas feitas apontam ACM Neto na frente, e isso é reflexo do que a gente vê nas ruas. Onde quer que a gente vá, está muito forte o sentimento de que chegou a hora de mudar. Esse grupo que governa hoje a Bahia já teve tempo suficiente para transformar o Estado e não conseguiu. As pessoas se conscientizaram de que é o momento de apostar em uma alternativa segura, que tem experiência comprovada, para iniciar um novo tempo", afirmou.
Ao analisar a eleição de 2022, o dirigente do União Brasil disse que a candidatura de Jerônimo Rodrigues (PT) foi impulsionada pelo contexto nacional e pela popularidade de Lula naquele momento.
"Nós não vencemos em 2022 por conta da força de Lula na época. Havia uma comoção pelo retorno dele à política como contraponto ao bolsonarismo. Lula conseguiu transferir a maioria dos seus votos para Jerônimo, que era um ilustre desconhecido, não tinha nenhum tipo de rejeição e foi apresentado pelo então governador Rui Costa (PT), que estava aprovado e conseguiu transferir essa aprovação ao candidato", avaliou.
Paulo Azi também destacou que a oposição enfrentou dificuldades por não ter conseguido marchar unida na última eleição. "Nós não conseguimos unificar o campo da oposição, que saiu dividido, e isso contribuiu para que não fôssemos vencedores", concluiu.
