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Olívia pede investigação no Conselho de Ética da Assembleia sobre episódio envolvendo deputado Diego Castro na UFBA
Olívia pede investigação no Conselho de Ética da Assembleia sobre episódio envolvendo deputado Diego Castro na UFBA
Por Redação
20/08/2026 às 19:15
Atualizado em 20/08/2026 às 19:06
Foto: Divulgação/Arquivo
A deputada estadual Olívia Santana (PCdoB)
A deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) protocolou nesta quinta-feira (20) junto à presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) um pedido de instauração de procedimento ético-disciplinar para apurar a conduta atribuída ao deputado estadual Diego Castro (PL) durante episódio ocorrido nas dependências da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (FACOM/UFBA).
Segundo relatos, registros audiovisuais e informações divulgadas publicamente, o parlamentar teria comparecido à unidade acompanhado de integrantes de sua equipe, em uma situação que teria evoluído para confronto e tumulto. Também foram divulgados registros de supostas agressões envolvendo pessoas que acompanhavam o deputado, além de xingamentos e manifestações atribuídas ao parlamentar.
Para Olívia Santana, a “gravidade” do episódio exige uma apuração institucional, especialmente por ter ocorrido dentro de uma universidade pública e envolver estudantes, professores, servidores e trabalhadores da UFBA.
“Não se trata de uma disputa política ou de divergência ideológica. O que precisamos saber é se houve abuso das prerrogativas parlamentares, intimidação ou qualquer conduta incompatível com a dignidade do mandato. Isso precisa ser apurado pelos órgãos competentes, com direito à defesa e respeito ao devido processo”, afirma Olívia.
No documento encaminhado à presidência da Assembleia, a deputada solicita que os fatos sejam submetidos às instâncias previstas no Código de Ética e Decoro Parlamentar da Casa, incluindo o Conselho de Ética, caso sejam reconhecidos os pressupostos regimentais.
Entre os pontos que Olívia pede que sejam investigados estão a atuação do deputado durante o episódio, a participação de integrantes de sua equipe e eventual utilização de estrutura, pessoal ou recursos vinculados ao mandato parlamentar.
A deputada também solicita que sejam considerados na apuração registros audiovisuais, documentos, relatos, depoimentos e demais elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.
“A imunidade parlamentar existe para proteger o livre exercício do mandato, não para servir como salvo-conduto para intimidação ou violência. Liberdade de expressão não autoriza violência, e mandato parlamentar não é licença para intimidar”, ressalta Olívia.
A parlamentar destaca que sua iniciativa não busca cercear a liberdade de expressão ou a atividade política de qualquer deputado, mas defender a responsabilidade e a dignidade inerentes ao exercício do mandato.
“É dever da Assembleia Legislativa zelar pela imagem do Poder Legislativo, pelo respeito às instituições democráticas e pela integridade das pessoas. Se houve infração ética ou quebra de decoro, que os fatos sejam apurados e, assegurado o direito de defesa, sejam adotadas as medidas previstas no Código de Ética”, conclui.
