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Lula é oficializado candidato à reeleição e tentará 4° mandato em novo embate com clã Bolsonaro
Lula é oficializado candidato à reeleição e tentará 4° mandato em novo embate com clã Bolsonaro
Convenção do PT ocorre em SP em meio a desgaste de investigações sobre Lulinha e Jaques Wagner
Por Caio Spechoto/Catia Seabra/Juliana Arreguy/Folhapress
02/08/2026 às 11:42
Atualizado em 02/08/2026 às 12:28
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Candidatura à reeleição do presidente Lula (PT) é confirmada durante convenção do PT em São Paulo
A candidatura à reeleição do presidente Lula (PT), 80, é confirmada neste domingo (2), em São Paulo, durante convenção do PT no Expo Center Norte, na zona norte da capital paulista.
O petista está sendo oficializado pelo partido nesta manhã na disputa pela reeleição, quando travará novo embate contra a família Bolsonaro —desta vez contra Flávio, após ter vencido Jair na eleição de 2022. Se ganhar, será seu quarto mandato na Presidência.
O evento terá poucos discursos, segundo apurou o jornal Folha de São Paulo, e estão previstas falas de Edinho Silva, presidente nacional do partido, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ex-ministro Fernando Haddad, candidato ao Governo de São Paulo.
Antes do evento, uma transmissão do próprio PT foi exibida no telão do pavilhão com entrevistas de convidados como lideranças partidárias e candidatos nestas eleições.
Lula dizia na campanha de 2022 que não concorreria à reeleição, citando inclusive a idade avançada, mas recuou ao longo do terceiro mandato.
A convenção petista ocorre em meio ao desgaste sofrido pelo presidente, diante da abertura de dois inquéritos, pela Polícia Federal, para investigar suspeitas de tráfico de influência por parte de um de seus filhos, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
A PF quer investigar se Lulinha atuou na comercialização de cannabis medicinal em favor de uma empresa ligada ao Careca do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), e se agiu junto à Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência) para beneficiar um empresário e prospectar contratos.
Além disso, Lula também lida com o fato de um de seus aliados, o senador Jaques Wagner (PT), ter sido alvo de operação da Polícia Federal em meio às investigações sobre o Banco Master. Segundo a PF, Wagner teria recebido benefícios, como um apartamento de luxo, de um dos sócios de Daniel Vorcaro, Augusto Lima.
Apesar disso, Lula pediu votos a Wagner durante convenção do PT na Bahia, no sábado (1°). O senador, no entanto, não compareceu à convenção nacional.
A relação de Wagner com o caso Master deu munição para ataques adversários em um terreno em que os petistas vinham construindo muitas de suas críticas à campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
Em maio deste ano, foi revelado que Flávio pediu e recebeu dinheiro de Vorcaro para o filme "Dark Horse", que conta a história de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O caso tem contribuído para o isolamento político de Flávio, que até o momento não conseguiu atrair outro partido para compor com a vice de sua chapa.
Segundo a última pesquisa Datafolha, Lula tem 40% das intenções de voto para o primeiro turno contra 32% de Flávio. No cenário mais provável de segundo turno, o petista aparece com 48% contra 43% de Flávio. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Leia também: Deputado do PL aciona PGR contra Lula por pedido de votos na Bahia
