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Jerônimo não entendeu que precisava ter se preparado para tentar a reeleição, por Raul Monteiro*

Jerônimo não entendeu que precisava ter se preparado para tentar a reeleição, por Raul Monteiro*

Por Raul Monteiro*

20/08/2026 às 07:17

Atualizado em 20/08/2026 às 19:55

Foto: Divulgação/Arquivo

Imagem de Jerônimo não entendeu que precisava ter se preparado para tentar a reeleição, por Raul Monteiro*

Jerônimo Rodrigues

Há uma máxima envolvendo a história de grupos políticos que conseguem se perpetuar no poder em ambientes democráticos segundo a qual eles precisam reunir algumas qualidades, entre as quais se destacam a capacidade de gerenciar de forma efetiva a máquina, coordenar a contento seus liderados e se renovar internamente de forma consistente, com a apresentação de quadros de qualidade superior a cada sucessão. Isso significa que sobre as costas de quem vai sendo escolhido para a tarefa de  garantir a longevidade das formações vai pesar sobretudo a competência de agregar algumas dessas virtudes depois de eleito.

Quem analisa a situação do governador Jerônimo Rodrigues (PT) no momento em que se aproxima o pleito decisivo de sua vida política, aquele em que ele pede ao eleitor o direito de ser reconduzido para continuar comandando a Bahia, percebe que o gestor enfrenta problemas sérios, cuja disputa com o adversário, ACM Neto (União Brasil), vem deixando ainda mais evidentes. Há quem diga, em seu próprio partido, que a escolha de Jerônimo para candidato petista em 2022 trouxe a semente das dificuldades que ele enfrenta hoje, na campanha para permanecer no poder como governador do Estado. De fato, sua candidatura brotou quase do acaso.

Diferentemente de Rui Costa, preparado para a sucessão por Jaques Wagner, responsável por levar o PT ao poder na Bahia numa campanha memorável de desmonte do grupo carlista, ninguém lembrava de que Jerônimo poderia ser uma opção para liderar o Estado na quinta sucessão petista. Indiferente ao projeto de poder do partido, Rui desde o princípio largou de mão qualquer intenção de armar a sucessão, preferindo, na época, discutir na surdina sua candidatura ao Senado com o PP de João Leão, então seu vice-governador, a quem pretendia passar o controle do governo para viabilizar seu plano eleitoral sem pesar as consequências.

Ao identificar o descompromisso do sucessor com o plano de manter o partido no poder, Wagner achou por bem lançar seu nome como opção de candidatura para ter tempo de assegurar a escolha de um quadro que pudesse dar continuidade à representação do grupo, o que, como se sabe, depois de muita confusão entre os aliados e, em seguida, entre os petistas, resultou na definição do ex-secretário de Educação de Rui como candidato. Jerônimo foi uma opção de última de hora do então governador contra outras três que haviam se lançado internamente com as quais ele não guardava a menor afinidade em seu próprio partido.

A partir dali, Rui arregaçou as mangas e trabalhou duro pela eleição do ex-secretário, em auxílio à estratégia de vinculá-lo ao então candidato presidencial Lula, uma máquina de eleger aliados. Jerônimo chegou ao poder beneficiado por uma onda menor do que as outras que asseguraram a eleição do partido ao governo mas nem assim foi capaz de entender que a partir dali uma nova eleição estaria a caminho e dependeria muito de seu esforço pessoal para se reeleger. As pesquisas de hoje, mesmo com seus vieses e inconsistências, mostram que não conseguiu superar o despreparo. Não se descarta que ganhe mas a batalha será árdua.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

Comentários
Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Política Livre

7 Comentários

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Danilo da Silva Almeida

21/08/2026

09:17

Coluna desonesta, a serviço de ACM Neto. Impressionado com o baixíssimo nível de qualidade a que chegou esse site. O autor deveria se declarar funcionário do União Brasil, o que seria mais decente de sua parte. Qualquer analista político medíocre sabe que pesquisas eleitorais na Bahia não conseguem refletir a realidade e sempre erram no fim das contas. Sem citar a pobreza de argumentos ao tentar desconstruir a imagem do governador. Portanto, passa a impressão de que seu autor deve possuir baixíssima capacidade cognitiva. Chamá-lo de medíocre é, na verdade, um enorme elogio.
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Nilson

20/08/2026

19:31

Dia 04/10/26 vc vai entender...
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Nilson

20/08/2026

15:29

Vc vai ver com quantos pau faz, uma canoa...
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Nilson

20/08/2026

15:29

Seu preparo tá perto, vc vai vê com quantos pau faz uma canoa...
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HIDERALDO EXPEDITO BARRETO LIMA

20/08/2026

08:39

Não dá para entender seu jornalismo?
Parece tendencioso contra Jerônimo?
Jerônimo cresce nas últimas pesquisas e caminha para ganhar no primeiro turno, e vice não enxerga isso.
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Joaldi Lopes Pereira

20/08/2026

05:17

Acredito que o colunista Raul Monteiro desconhece a capacidade do governador Jerônimo quando o mesmo faz política com os prefeitos do interior. É quase humanidade, o reconhecimento dos prefeitos sobre o carisma e a habilidade do governador Jerônimo no tratamento respeitoso com os prefeitos. Além do governador, tem o seu quadro de secretários, que colocam suas secretarias à disposição dos deputados estaduais e dos prefeitos, para resolverem às demandas dos municípios. O secretário Loyola é um grande exemplo desse grupo político.
O colunista Raul Monteiro, tem que conhecer o respeito que o governador tem com os prefeitos do nosso interior, assim, evita de falar bobagens.
Viva Jerônimo, reeleito no primeiro turno!
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Souza

20/08/2026

04:53

Assume logo sua preferência política, Raúl. Época de eleição eu sempre deixo de acessar o Política Livre. Este ano é outro.
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