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Jaques Wagner chama suposta relação com o banco Master de “marola” e diz que sempre viveu do próprio salário
Jaques Wagner chama suposta relação com o banco Master de “marola” e diz que sempre viveu do próprio salário
Por Carine Andrade, Política Livre
10/08/2026 às 11:53
Foto: Reprodução
Jaques Wagner
O senador e candidato à reeleição Jaques Wagner (PT) reagiu nesta segunda-feira (10), em entrevista à rádio Metrópole, às acusações de suposto favorecimento na privatização da Cesta do Povo e à posterior operação envolvendo o cartão CrediCesta, cuja operação passou a ser assumida pelo Banco Master. O petista negou qualquer irregularidade na transação e afirmou que as suspeitas são uma tentativa de atingir sua imagem às vésperas das eleições.
Wagner classificou as acusações como “marola” e afirmou que todo o seu patrimônio e sua renda podem ser verificados por meio das declarações de Imposto de Renda. Em junho, o ex-líder do governo Lula no Senado foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal durante a 9ª fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A operação apura se ele atuou politicamente no Congresso para favorecer interesses do Banco Master e de seu ex-sócio Augusto Lima, incluindo discussões em torno da chamada "Emenda Master, e de ter recebido vantagens indevidas, como um apartamento de luxo em Salvador avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões, além de repasses financeiros.
“Eu vivo desde que cheguei na Bahia, do meu salário. Eu nunca tive fazenda, eu nunca tive empresa, eu nunca tive nada. Trabalhei no Polo, vivi do meu salário. Depois fui eleito deputado, vivi do meu salário de deputado, fui governador, vivi do salário do governador”, afirmou.
O senador disse ainda que atualmente vive da remuneração do mandato no Senado e de aposentadorias para as quais contribuiu ao longo da vida. Para ele, a análise de suas declarações de renda seria suficiente para esclarecer a origem de seus recursos.
“É só pegar a minha declaração de Imposto de Renda, ao invés de ficar falando muito. A declaração de Imposto de Renda vai dizer de onde vem o dinheiro que você vive”, declarou.
Banco Master
Sobre a privatização da Cesta do Povo, Jaques Wagner afirmou que a venda da rede de supermercados ocorreu em 2018, durante seu governo, e que o cartão CrediCesta fazia parte da operação. Segundo ele, a decisão foi tomada porque o Estado não deveria mais manter uma rede estatal de supermercados.
“Quando nós privatizamos a Cesta do Povo, o cartão CrediCesta foi junto. Porque aquilo era um ‘trambolho’, que não cabia mais ao Estado ter uma rede estatal de supermercado”, disse.
Wagner ressaltou que o Banco Master ainda não existia quando a privatização foi realizada. Segundo ele, a venda ocorreu entre março e abril de 2018, enquanto o banco teria sido criado somente em outubro de 2019. O senador também comparou a participação do cartão CrediCesta no mercado de empréstimos consignados com a de outras instituições financeiras. Segundo ele, o produto representaria cerca de 10% dos consignados de funcionários públicos e aposentados na Bahia, enquanto o Banco do Brasil teria aproximadamente 30%.
“O trambique foi feito fora da Bahia. Aqui na Bahia, o nosso papel foi privatizar uma rede de supermercado (...). O resto, para mim, é marola para tentar atingir uma pessoa que é importante no processo eleitoral baiano e no processo eleitoral brasileiro”, pontuou.
Wagner também disse estar tranquilo em relação às investigações e afirmou que sua defesa jurídica trabalha para esclarecer os fatos. “A gente vai provar a inocência. Estou tranquilo, meu advogado está trabalhando tranquilamente”, declarou.
2 Comentários
Jorge Barros de Sousa Filho
•
10/08/2026
•
10:33
Carlos Santana
•
10/08/2026
•
11:29
Em resposta a
@Jorge Barros de Sousa Filho
