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Deyvid Bacelar convoca classe trabalhadora para mobilização nacional no dia 30 de agosto pelo fim da escala 6x1

Deyvid Bacelar convoca classe trabalhadora para mobilização nacional no dia 30 de agosto pelo fim da escala 6x1

Por Redação

21/08/2026 às 13:58

Atualizado em 21/08/2026 às 13:53

Foto: Divulgação/Arquivo

Imagem de Deyvid Bacelar convoca classe trabalhadora para mobilização nacional no dia 30 de agosto pelo fim da escala 6x1

O sindicalista licenciado e candidato a deputado federal pelo PT, Deyvid Bacelar

O sindicalista licenciado e candidato a deputado federal pelo PT, Deyvid Bacelar, está conclamando a classe trabalhadora a participar no próximo dia 30 de agosto, no Cristo da Barra, em Salvador,  da Mobilização Nacional em favor do fim da escala 6x1.

Bastante próximo do presidente Lula, de quem foi conselheiro ao longo do atual governo (foi membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável – CDESS, e do Conselho de Participação Social – CPS), Bacelar tem sido uma das vozes mais firmes na luta pelo fim da escala 6x1. Foi ele quem levou para a Marcha da Classe Trabalhadora, em Brasília, a palavra de ordem que hoje ecoa em todo o país: “Brasília está ocupada! Estamos nas ruas pelo fim da escala 6x1, porque ninguém merece viver apenas para trabalhar”.

Em suas intervenções, ele tem ligado o fim da escala 6x1 a outras lutas, como a tarifa zero no transporte público, a defesa da soberania nacional, a recompra da Refinaria Landulpho Alves, na Bahia, além  da reestatização da BR Distribuidora, Liquigás e de outras refinarias privatizadas no governo Bolsonaro. “Isso é fundamental não somente para baratear combustíveis, mas para promover o desenvolvimento socioeconômico do país”.

Na terça-feira (18), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, assinou despacho que destrava a PEC que prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução de salários. Com isso, a proposta, que já foi aprovada pela Câmara Federal, poderá ser analisada e votada na Comissão de Constituição e Justiça da Casa e, na sequência, uma vez aprovada na CCJ, encaminhada a plenário.

Segundo Bacelar, o vento está a favor da classe trabalhadora e há possibilidade de o fim da escala 6X1 ser aprovado ainda antes das eleições gerais de outubro. “Mas não podemos baixar a guarda, por isso estamos trabalhando diariamente para mobilizar a classe trabalhadora. Vamos derrotar o lobby de Paulo Skaf, de ACM Neto e dos grandes empresários”, destacou Bacelar.

No início do ano, Bacelar desafiou ACM Neto e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) Paulo Skaf a trabalharem seis dias por semana dirigindo um ônibus municipal em Salvador com apenas um dia de folga. Apesar da injustiça evidente, a proposta do fim da escala 6x1 enfrenta forte oposição no seio do patronato, que mobilizou um poderoso lobby em Brasília para sabotar a tramitação. A FIESP divulgou nota manifestando “preocupação com a forma como o debate vem sendo conduzido” sobre o fim da escala 6x1, enquanto a CNI sustenta que a mudança geraria impacto de R$ 178,8 bilhões nos custos. 

Foi contra esse discurso que Deyvid Bacelar travou embates diretos. Enquanto a Fiesp e seus porta-vozes, como Renato Corona e o sociólogo José Pastore, alegavam inconstitucionalidade e defesa da negociação coletiva para manter a exploração de trabalhadores,  Bacelar respondeu nas ruas e nas redes: “Aqui não estamos falando de ideologia, estamos falando de dignidade, de saúde e de equilíbrio entre trabalho e vida”.

Para Bacelar, o apoio popular desmonta o argumento patronal. As pesquisas revelam que 70% dos brasileiros e brasileiras apoiam o fim da escala 6×1 e a redução da jornada sem prejuízo para os salários. As audiências públicas indicaram também, segundo Bacelar, que a conquista de mais tempo livre tende a reduzir sensivelmente a ocorrência de doenças ocupacionais, como estresse e Síndrome de Burnout (esgotamento físico e mental causado pelo tempo demasiado em estado de alerta, pressão e sobrecarga sem descanso), além dos acidentes de trabalho. Estudiosos sustentam que os efeitos macroeconômicos serão predominantemente positivos, com a elevação da produtividade, a diminuição do desemprego (com abertura de novos postos) e o crescimento da renda e do PIB. “Por isso, no dia 30 de agosto, é hora de fazer a PEC andar”, ressalta o sindicalista.

Ele informa que as centrais sindicais devem solicitar audiências com senadores e senadoras, incluindo o presidente da CCJ, Otto Alencar e os líderes das bancadas. “Mas é nas ruas que vamos decidir. Nada vem de graça, cada conquista é fruto de luta, organização e presença nas ruas. Seguimos firmes, ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras, construindo um Brasil mais justo”. 
 “O avanço dessa pauta é essencial para garantir mais dignidade, tempo de descanso e qualidade de vida para quem sustenta o Brasil com o seu suor”, destacou Bacelar.

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