Caso INSS: quatro delações seguem sem decisão da PF e da PGR
Por Redação
12/08/2026 às 07:25
Atualizado em 12/08/2026 às 07:11
Foto: Rafa Neddermeyer/Arquivo/Agência Brasil
Sede do INSS
Quatro personagens considerados importantes nas investigações sobre as fraudes no INSS estão há meses aguardando uma definição sobre propostas de colaboração premiada. Entre os interessados estão o ex-procurador-geral do INSS Virgílio Oliveira, o ex-diretor de benefícios André Fidelis, o filho dele, Eric Douglas Fidelis, e o empresário Maurício Camisotti. As negociações ainda não foram rejeitadas nem homologadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. A reportagem é do jornal O Globo.
Segundo a reportagem, as propostas podem trazer informações sobre o funcionamento do esquema de descontos ilegais em aposentadorias, além de possíveis conexões com políticos e outras pessoas investigadas. Virgílio Oliveira, por exemplo, teria apresentado mais de 120 páginas de anexos e se comprometido a devolver valores desviados. Camisotti, apontado pela PF como operador financeiro do esquema, teve sua primeira proposta refeita após a ausência do Ministério Público Federal nas negociações iniciais.
A demora preocupa as defesas dos possíveis delatores, que temem que as informações fornecidas durante as negociações sejam utilizadas nas investigações antes da formalização dos acordos, reduzindo o interesse em uma colaboração. A PF afirma que as tratativas continuam e que há interesse nos depoimentos, enquanto as investigações avançam em outras frentes. Segundo a apuração citada, o esquema de descontos teria movimentado bilhões de reais entre 2019 e 2024.
