Home
/
Noticias
/
Brasil
/
PL aciona TSE contra ICL por divulgação de documentário sobre Flávio Bolsonaro
PL aciona TSE contra ICL por divulgação de documentário sobre Flávio Bolsonaro
Partido afirma que canal foi instrumentalizado como veículo de Lula
Por Folhapress
24/07/2026 às 19:40
Atualizado em 24/07/2026 às 19:14
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/Arquivo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República
O PL, partido do pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro, apresentou uma representação nesta sexta-feira (24) contra o ICL (Instituto Conhecimento Liberta) ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A sigla sustenta que o senador é alvo de propaganda eleitoral negativa e antecipada, em favorecimento ao presidente Lula (PT).
O instituto, fundado pelo economista Eduardo Moreira, tem um braço jornalístico e outro institucional, que vende cursos principalmente voltados a economia e investimentos.
O PL pede ao TSE a suspensão imediata de "práticas de arregimentação, mobilização e difusão organizada de conteúdo político-eleitoral", além da suspensão da utilização de perfis, grupos, listas de transmissão e demais ativos digitais pertencentes ao ICL que tenham o objetivo de atacar o pré-candidato.
A ação gira em torno da divulgação de um documentário intitulado "Flávio Bolsonaro: a verdadeira história sobre o filho zero um". O filme estreou nas plataformas digitais nesta quinta-feira (23).
A representação traz prints de publicações dos perfis ICL e ICL Notícias críticos a Flávio Bolsonaro.
"A ação não questiona a produção jornalística ou a exibição de qualquer conteúdo pelo instituto. O foco da representação está na instrumentalização clara do canal como verdadeiro veículo partidário de Lula", afirmou a pré-campanha de Flávio Bolsonaro.
Procurado, o ICL afirmou que o documentário tem "compromisso histórico com a apuração rigorosa dos fatos" e que a ação tem "claro objetivo de intimidar e silenciar um veículo de comunicação".
"Tentar enquadrar a divulgação de uma produção jornalística como suposta 'propaganda eleitoral ilícita' é, antes de tudo, uma tentativa de deslegitimar o trabalho de apuração e transformar o exercício da liberdade de imprensa em objeto de perseguição judicial e censura", disse a nota do ICL.
Na semana passada, o ICL Notícias publicou uma foto de Flávio com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, chamado de Sicário e apontado pela Polícia Federal como chefe de uma milícia privada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Na ocasião, Flávio afirmou desconhecer Sicário e disse que, como político, tira foto com muitas pessoas sem saber quem são.
Na petição, o PL sustenta que anúncios pagos sobre o documentário direcionam usuários das redes sociais para grupos de WhatsApp do ICL. Um dos grupos, segundo print reproduzido na representação, incentiva os integrantes a espalhar o link para "alcançar mais pessoas antes das eleições".
Leia também: Flávio tenta driblar isolamento e más notícias para reanimar eleitores em convenção do PL
O partido afirma ao TSE que existem mais de 200 grupos com essa finalidade, com alcance superior a 160 mil usuários. O partido argumenta que essa disseminação não poderia ocorrer antes do período eleitoral, que começa oficialmente somente no dia 16 de agosto, com liberação de propaganda nas ruas e na internet.
Uma das chamadas para o documentário no Instagram do ICL diz que o filme "apresenta face pouco conhecida do filho 01 de Jair Bolsonaro" e convida os seguidores a descobrirem "histórias inéditas e chocantes" contadas por pessoas que conhecem a intimidade de Flávio.
O PL pede que o ICL identifique em 48 horas eventuais pagamentos recebidos de partidos políticos ou contratos com o poder público entre 2025 e 2026. O partido também solicita a informação sobre o valor investido na produção do documentário.
