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Partido Missão faz congresso e vende ingressos a mais de R$ 7 mil com 'open bar'
Partido Missão faz congresso e vende ingressos a mais de R$ 7 mil com 'open bar'
Por Augusto Tenório, Folhapress
28/07/2026 às 14:22
Foto: Divulgação/Arquivo
Evento vai marcar a candidatura de Renan Santos à Presidência
O primeiro congresso do partido Missão tem ingressos vendidos por mais de R$ 7 mil para apoiadores que querem open bar e proximidade de lideranças da sigla. O evento será realizado no próximo sábado (1) e vai marcar a candidatura de Renan Santos à Presidência, já oficializada pela sigla em convenção virtual.
O congresso do Missão está sendo organizado com estrutura semelhante a de um show. Ele acontecerá no Komplexo Tempo, uma casa de festas em São Paulo. O acesso privilegiado aos mezaninos nas laterais, com visão elevada do palco e serviço open bar, pode ser comprado a partir de R$ 1.014, atualmente no 2º lote.
O ingresso "onça", no valor de R$ 7.014 no terceiro lote, dá acesso aos mezaninos e também a cadeiras VIPs, em frente ao palco. Ele garante também momentos com os dirigentes do Missão. Por esse valor, o apoiador poderá participar de um almoço com lideranças da sigla e tirar foto com a cúpula do partido, no domingo (2).
O ingresso mais básico está sendo vendido a R$ 94. Ele dá direito apenas a entrada, numa área que ficará mais distante do palco, atrás das cadeiras VIPs, e sem acesso ao mezanino com open bar. O partido não esclarece se o serviço oferecerá bebidas alcóolicas.
O evento também deve dar destaque ao deputado federal Kim Kataguiri (SP) e à vereadora de São Paulo Amanda Vettorazzo, coordenadora da campanha presidencial do partido. O partido foi fundado em 2025 para abrigar militantes do MBL (Movimento Brasil Livre), que não tinham uma sigla para chamar de sua e estavam espalhados em outras legendas.
O congresso será simbólico para a candidatura de Renan Santos. A convenção do partido foi antecipada e realizada virtualmente no dia 20 de julho. A antecipação ocorreu, diz o partido, para garantir a segurança da PF (Polícia Federal).
Segundo o candidato, ele recebeu ameaças de duas facções criminosas do Ceará,, além de intimidações do PCC (Primeiro Comando da Capital), em São Paulo, e do CV (Comando Vermelho), no Rio de Janeiro.
A convenção também aprovou o nome do tenente-coronel da reserva da Brigada Militar gaúcha Aroldo Medina, 62, como vice na chapa. Ex-integrante da Brigada Militar por 30 anos, ele já disputou o governo gaúcho (em 2002, pelo PL, e em 2010, pelo extinto PRP) e a Prefeitura de Canoas (pelo PFL em 2004).
