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Governo pode recorrer ao STF contra PEC dos agentes de saúde, diz ministro

Governo pode recorrer ao STF contra PEC dos agentes de saúde, diz ministro

Proposta flexibiliza regras de aposentadoria da categoria e resgata benefícios extintos desde 2003

Por Idiana Tomazelli/Folhapress

14/07/2026 às 21:00

Atualizado em 14/07/2026 às 20:51

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo

Imagem de Governo pode recorrer ao STF contra PEC dos agentes de saúde, diz ministro

O ministro Dario Durigan (Fazenda)

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra a PEC (proposta de emenda à Constituição) dos agentes de saúde caso o Congresso não aponte a fonte de receitas para compensar os gastos extras.

A sinalização foi dada nesta terça-feira (14) pelo ministro Dario Durigan (Fazenda). Mais cedo, o plenário do Senado aprovou a PEC em dois turnos por ampla maioria: foram 73 votos favoráveis e apenas um contra —uma margem ampla em relação aos 49 necessários para aprovar uma mudança constitucional.

Como o texto já havia sido validado pela Câmara dos Deputados, ele segue para a promulgação, sem possibilidade de veto pelo presidente da República.

"A gente vai avaliar. Se estiver não apontando fonte de receita, descumprindo a jurisprudência do Supremo, é provável que o governo vá ao Supremo", afirmou Durigan.

A equipe econômica calcula um custo de R$ 30 bilhões em dez anos. A medida efetiva o vínculo de trabalhadores temporários, flexibiliza as condições de aposentadoria da categoria e ainda resgata benefícios extintos desde 2003, como integralidade (direito à aposentadoria com o mesmo salário da ativa) e paridade (garantia de mesmo reajuste concedido aos servidores ativos).

O ministro classificou a iniciativa como tendo um "alto impacto fiscal". Segundo ele, a Constituição exige que a criação de benefícios previdenciários seja compensada pela indicação de novas fontes de receita.

"É preciso ver o que o Congresso vai aprovar nesse sentido, e as medidas judiciais podem ser avaliadas sempre, para que a gente respeite o equilíbrio fiscal", afirmou.

Durigan disse ainda que tem dialogado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sobre as pautas que têm impacto nas contas públicas.

"Eu tenho falado com o Davi Alcolumbre e reiterado os meus pedidos, com o compromisso de futuro de país, para que a gente não comprometa o equilíbrio que foi arduamente conseguido por essa gestão do Ministério da Fazenda com esse tipo de medida de alto impacto fiscal. Tenho reiterado e reiterei aos dois presidentes [além de Alcolumbre, o presidente da Câmara, Hugo Motta]", afirmou.

Diante do aumento das investidas do Congresso para aprovar medidas com impacto nas contas em ano eleitoral, o governo tem apostado na criação de uma proposta de súmula vinculante apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, para frear a aprovação de pautas-bomba.

A proposta foi enviada em junho à presidência do STF e pretende definir que toda proposição legislativa que crie ou altere despesa obrigatória ou implique renúncia de receita deve ser acompanhada de estimativa de impacto orçamentário e financeiro. O tema ainda precisa ser analisado pelo plenário da Corte.

Comentários
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1 Comentário

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Mario Santos

15/07/2026

05:07

Uma vergonha, o que tem de tão importante nesses servidores para ter tanta regalias, no bairro onde moro nem conheço o agente comunitario de saúde, uma profissão insignificante, so minha opnião.
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