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EUA voltam a atacar Irã em retaliação a ofensiva contra petroleiros em Hormuz

EUA voltam a atacar Irã em retaliação a ofensiva contra petroleiros em Hormuz

Forças americanas dizem que ação de Teerã contra navios comerciais no estreito foi 'clara violação do cessar-fogo'

Por Folhapress

07/07/2026 às 20:00

Atualizado em 07/07/2026 às 20:25

Foto: Reprodução Instagram

Imagem de EUA voltam a atacar Irã em retaliação a ofensiva contra petroleiros em Hormuz

O presidente dos EUA, Donald Trump

As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma nova série de ataques contra o Irã, informou o Comando Central dos EUA nesta terça-feira (7), acrescentando que a ação foi uma resposta ao que descreveu como ataques iranianos a três navios comerciais que transitavam pelo estreito de Hormuz.

As três embarcações foram atingidas no estreito também nesta terça, em paralelo a uma declaração do Irã de que não haverá novas negociações de paz enquanto o presidente Donald Trump não interromper suas repetidas ameaças de reiniciar a guerra.

"As forças do Comando Central dos EUA iniciaram uma série de ataques contundentes contra o Irã para impor um preço elevado por terem visado e atacado embarcações comerciais", afirmou o comunicado das forças americanas. "A agressão demonstrada pelo Irã foi injustificada, perigosa e uma clara violação do cessar-fogo", acrescentou.

A mídia estatal iraniana afirmou que seis projéteis atingiram a área do píer de Taheroui, em Sirik, no sul do Irã, mas não confirmou a origem dos ataques.

Estes são os primeiros ataques militares conhecidos dos EUA contra o Irã desde o final de junho, quando houve vários dias de ataques e contra-ataques entre as duas partes. As atuais tensões ocorrem em meio às cerimônias fúnebres de Ali Khamenei, ex-líder supremo do Irã, morto no início do conflito no Oriente Médio.

Além da frente bélica, o Ministério das Relações Exteriores do Irã ainda condenou nesta terça a decisão do Departamento do Tesouro dos EUA de revogar a suspensão temporária das sanções sobre as vendas de petróleo iraniano, afirmando que a medida viola o memorando de Islamabad sobre o fim da guerra e responsabilizando Washington pelas possíveis consequências.

A chancelaria declarou que o Irã adotará quaisquer medidas que considerar necessárias para proteger seus interesses e sua segurança nacional.

Os EUA reimpuseram sanções ao petróleo iraniano nesta terça depois de uma autoridade americana ouvida sob anonimato pela agência Reuters ter alertado que os ataques do Irã a embarcações no estreito de Hormuz eram "totalmente inaceitáveis" e acarretariam consequências.

Antes dos ataques desta terça, a guerra estava suspensa em razão de um acordo de paz provisório firmado no mês passado, que prevê um período de 60 dias para negociações de um pacto permanente.

Desde então, Trump ameaçou repetidamente retomar os bombardeios. "Ou vamos fazer um acordo ou vamos terminar o serviço", afirmou o presidente americano nesta segunda.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que, nos termos do memorando de cessar-fogo provisório, as negociações para um acordo definitivo "não terão início enquanto as ameaças continuarem". "Honre sua assinatura", escreveu o chanceler na plataforma X.

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