Home
/
Noticias
/
Brasil
/
Eduardo diz que Michelle agiu com imaturidade e não deveria ter postado vídeo com críticas a Flávio
Eduardo diz que Michelle agiu com imaturidade e não deveria ter postado vídeo com críticas a Flávio
Filho 03 de Bolsonaro afirmou que o tema deve ser resolvido internamente e criticou a madastra
Por Folhapress
21/07/2026 às 18:15
Atualizado em 21/07/2026 às 18:11
Foto: Reprodução/YouTube
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP)
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) chamou de "imaturidade" a reação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) de tornar pública sua insatisfação com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em vídeo, publicado em 24 de junho, Michelle reclamou da interlocução com Flávio e afirmou que o enteado foi ríspido e que a maltratou por telefone —o que o pré-candidato nega.
"Foi uma imaturidade da Michelle. Ela jamais poderia ter feito aquele vídeo. Eu acredito que esses assuntos, e eu não vou mais comentar para não dar pano para manga, acho que internamente a gente resolve esse tipo de coisa", disse Eduardo ao portal Metrópoles nesta terça-feira (21).
O filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também afirmou ver como "natural" essas "disputas por um espaço tão cobiçado quanto o da Presidência". Segundo ele, o atrito demonstra que há uma expectativa que sejam eleições "mais à direita".
Ao site o ex-parlamentar também afirmou que não planeja pedir cidadania nos Estados Unidos e que não está "pensando nisso nesse momento". Ele também afirmou querer voltar ao Brasil.
"Eu quero retornar ao Brasil. Não pensei nessa questão de cidadania americana. É algo que ocorre depois de cinco anos com o green card, quando existe a possibilidade de se tornar cidadão americano", disse ao portal.
Na segunda-feira (20), o jornal Folha de São Paulo revelou que o ex-deputado obteve um green card. O documento concede a estrangeiros o direito de viver, trabalhar e estudar nos EUA por tempo indeterminado.
Segundo Eduardo, a autorização dá "segurança jurídica" durante seu período no país. Ele citou o caso do ex-deputado federal e ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem (PL-RJ), condenado por seu envolvimento na trama golpista e também foragido.
Em abril, Ramagem foi detido pelo ICE (Immigration and Customs Enforcement), o serviço de imigração estadunidense, e ficou dois dias preso.
"Isso que aconteceu com o Ramagem não acontece comigo porque eu tenho a residência americana. O Ramagem estava acobertado, sim, pela Justiça americana porque tinha um pedido de asilo aberto. Isso dava a ele a oportunidade de viver legalmente nos Estados Unidos, mas em uma situação mais precária", disse o filho 03 de Bolsonaro.
Eduardo também afirmou que a Polícia Federal tentou deportar Ramagem dando "um papinho" no serviço de imigração.
"O processo de extradição está em andamento [de Ramagem]. Mas, para acelerar, ou por não confiar que a extradição sairia, a PF foi atrás da deportação utilizando-se do ICE", afirmou.
Assim como Ramagem, Eduardo foi condenado à prisão pelo STF (Supremo Tribunal Federal). A pena de 4 anos e 2 meses foi imposta ao ex-deputado por sua atuação em defesa das tarifas e sanções ao Brasil e a ministros da corte.
O tribunal entendeu que ele tentou interferir no processo de seu pai, condenado por uma tentativa de golpe de Estado. Eduardo não constituiu advogados e foi representado pela DPU (Defensoria Pública da União).
Os portadores do green card são identificados como LPR, da sigla Lawful Permanent Resident (Residente Permanente Legal, em português).
Segundo o site do serviço de imigração dos EUA, permanecer cinco anos nessa condição é o caminho mais fácil e principal critério para que uma pessoa não nascida no país se torne um cidadão.
