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Trump reposta artigo que chama eleições brasileiras de 'próximo teste' para sua influência

Trump reposta artigo que chama eleições brasileiras de 'próximo teste' para sua influência

Publicação questiona integridade do pleito brasileiro e coloca o País como ‘obstáculo’ para consolidar alcance do presidente dos EUA na América Latina

Por Raisa Toledo/Estadão

23/06/2026 às 18:00

Foto: Reprodução/Instagram

Imagem de Trump reposta artigo que chama eleições brasileiras de 'próximo teste' para sua influência

O presidente dos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, republicou nesta terça-feira, 23, em seu perfil na rede Truth Social, um artigo de opinião que analisa sua influência na América Latina e coloca as eleições de outubro no Brasil como seu “próximo grande teste” político na região.

O texto é assinado por um colunista do site Newsmax, que afirma que o mandatário teve oito “triunfos” geopolíticos em seu tempo à frente dos EUA: a eleição de presidentes “assumidamente favoráveis” a ele em El Salvador, Argentina, Equador, Honduras, Bolívia, Chile, Colômbia e Peru, que ainda finaliza a apuração das urnas. Estão listados como desafios para a expansão dessa influência Venezuela, Cuba, Nicarágua e Brasil.

Segundo ele, o Brasil concentra as atenções internacionais no momento e a disputa eleitoral tem potencial de produzir efeitos significativos no cenário latino-americano à medida que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se mobilizam em torno de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para tentar derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Se o Brasil entrar na lista crescente de países que se movem à direita, o mapa político da América Latina parecerá muito diferente daquele de apenas uma década atrás”, afirma o colunista. “Trump está realmente tornando as Américas grandes novamente”, diz em referência ao lema do presidente americano, “Make America Great Again (algo como ”tornar a América grande novamente)”.

O texto ainda sugere que o pleito brasileiro está cercado por um “debate intenso” sobre a integridade do sistema eleitoral e questionamentos sobre se a eleição será conduzida de forma “livre e justa”.

Nas últimas semanas, Lula e o presidente norte-americano protagonizaram uma troca de farpas sobre o contexto político e eleitoral brasileiro. Durante a cúpula do G-7 em Évian-les-Bians, na França, Trump disse que o Brasil está “um pouco complicado”. “Politicamente. Está um pouco perigoso politicamente”, afirmou.

Em resposta, o petista declarou que Trump “conhece pouco o Brasil” e pediu que ele não se meta no pleito. “Pra mim ele pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto, afinal, gosto não se discute. Só não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil são problema do Brasil, assim como as eleições dos Estados Unidos são problema dos Estados Unidos”.

Lula também disse que os EUA deveriam aprender com o Brasil a ter eleições “mais tranquilas, mais leves e menos conturbadas”: “Não tem país no mundo com um sistema de urna eletrônica como o nosso. Da próxima vez eu vou levar uma urna para ele ver como funciona”.

Pouco depois, o presidente americano falou em uma entrevista não se importar com Lula. “Para ser honesto, eu não penso nele. Eu realmente não penso nele. Não poderia me importar menos”, afirmou. Em seguida, disse que Lula é “um tipo diferente de pessoa”, “muito volátil”, mas “muito inteligente”. “Você não chega a esse nível sem ser inteligente. Ele é muito inteligente”, afirmou.

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