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Procuradores do Banco Central criticam projeto de PEC que dá autonomia financeira ao órgão
Procuradores do Banco Central criticam projeto de PEC que dá autonomia financeira ao órgão
Insatisfação se deve a trecho que desvinculou procuradores da Advocacia-Geral da União
Por Gabriela Echenique/Folhapress
15/06/2026 às 22:00
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo
A PEC que prevê autonomia orçamentária e financeira ao Banco Central também desvincula os procuradores que atuam em nome da autoridade monetária, mas que hoje são vinculados formalmente à Advocacia-Geral da União (AGU). Isso gerou insatisfação na categoria.
Os advogados públicos do Banco Central se dividem em relação à autonomia do órgão, mas a grande maioria defende permanecer vinculada à AGU.
Eles avaliam que pode haver uma "captura do jurídico pelo gestor" e que, com isso, perderiam a segurança e a proteção institucional.
O texto final da PEC aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado atendeu à cúpula do Banco Central, que entende que a autonomia monetária exigiria afastar a procuradoria vinculada à AGU.
Os procuradores discordam e tentam aprovar uma emenda apresentada pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), que não afastava a atuação da AGU. O relator, no entanto, rejeitou a emenda.
Apesar de discordar da cúpula do Banco Central, a categoria diz que há um risco de transformar a PEC em instrumento de ruptura entre o BC e o sistema constitucional da AGU, causando tensão e insegurança jurídicas.
Por outro lado, os procuradores defendem outra proposta. Como antecipou o Painel, a Câmara dos Deputados pode aprovar um projeto que inclui os procuradores do BC na Lei Orgânica da AGU.
Neste caso, a proposta dá mais poderes ao ministro Jorge Messias, ao permitir que o chefe da pasta atue em qualquer matéria de interesse deles na justiça.
