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Lula evita falar de Jaques Wagner, mas faz sinal positivo ao ser questionado se ele segue líder do governo
Lula evita falar de Jaques Wagner, mas faz sinal positivo ao ser questionado se ele segue líder do governo
Por Catarina Scortecci e Artur Búrigo, Folhapress
19/06/2026 às 13:47
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O presidente Lula (PT) fez um gesto positivo a jornalistas nesta sexta-feira (19) quando questionado se o senador Jaques Wagner (PT-BA) permaneceria na liderança do governo petista no Senado. A pergunta foi feita enquanto Lula cumprimentava parte da plateia que o aguardava no Hospital Luxemburgo, em Belo Horizonte (MG).
O presidente não parou para dar declarações à imprensa. Durante discurso, ele não mencionou o episódio envolvendo o aliado. Wagner foi alvo nesta quinta-feira (18) da nova fase da Operação Compliance Zero.
A Polícia Federal apura suspeitas de que o senador recebeu pagamentos ligados ao Banco Master, de Daniel Vorcaro, por meio da empresa da nora dele, além de um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões. O senador nega ilegalidades.
Na capital mineira, Lula participa do anúncio de investimentos de R$ 89,3 milhões para o Hospital Luxemburgo, que se tornou uma unidade 100% SUS. O hospital, do Instituto Mário Penna, é referência em oncologia em Minas Gerais.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também participa da agenda. Durante discurso, ele citou números de programas comandados pela pasta e, em tom eleitoral, alfinetou o governo anterior, de Jair Bolsonaro (PL), e também o ex-governador de Minas Romeu Zema (Novo), pré-candidato ao Planalto.
"A gente já teve um presidente que se negava a investir em estado onde o governador não o apoiasse", afirmou Padilha em referência a Bolsonaro, acrescentando que a postura de Zema "não impediu que o governo federal investisse no estado".
Esta é a 16ª vez que Lula visita o estado no atual mandato. O petista acelerou o número de agendas em Minas em meio à dificuldade do partido para estabelecer um palanque no estado para as eleições em 2026.
Os mineiros respondem pelo segundo maior colégio eleitoral do país. Desde a redemocratização, o candidato à Presidência que vence no estado chega ao Palácio do Planalto.
Após ver suas tentativas frustradas de convencer o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB), que decidiu deixar a vida pública ao fim deste mandato, os petistas procuram um plano B para uma candidatura ao Governo de Minas.
As conversas com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) não avançaram, e agora surgem como possíveis nomes o ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) e o ex-procurador geral de Justiça Jarbas Soares (PSB).
O ex-presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) Josué Gomes da Silva (PSB) e a ex-reitora da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) Sandra Goulart (PT) também costumam ser citados.
Após o evento nesta manhã na capital mineira, Lula vai à tarde para Divinópolis, para a inauguração de um hospital regional. A cidade é reduto político do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que aparece na liderança das últimas pesquisas de intenção de voto ao governo estadual.
Apoiador da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, Cleitinho diz ainda não ter definido se lançará seu nome para a disputa deste ano. O senador mineiro não deve comparecer à agenda presencial.
1 Comentário
Alex Emanoel da Silva
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19/06/2026
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11:00
