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‘Colapso no transporte público atinge também o metrô’, diz presidente da Câmara Municipal de Salvador
‘Colapso no transporte público atinge também o metrô’, diz presidente da Câmara Municipal de Salvador
Por Política Livre
17/06/2026 às 17:30
Atualizado em 17/06/2026 às 17:37
Foto: Paulo Azevedo/CMS/Arquivo
O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Caros Muniz (PSDB)
O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Caros Muniz (PSDB), fez um desabafo durante a votação do projeto de lei que concedeu um subsídio de R$ 80 milhões da Prefeitura ao sistema de transporte público da capital baiana. O texto teve, nesta terça-feira (17), votos contrários dos dois vereadores do PSOL - Hamilton Assis e Eliete Paraguassu - e foi questionado por parte da oposição, mas acabou sendo aprovado.
"Se a gente não votasse hoje esse projeto, teríamos em agosto um colapso no transporte público de rodas e vamos ter também no metrô. Porque é o sistema sob rodas que leva passageiros para o metrô. O colapso no transporte público atinge também o metrô", declarou Muniz.
Ele afirmou que nenhuma Prefeitura tem condições de assumir a responsabilidade direta pelo transporte. "Quando aconteceu o colapso na bacia da Orla, a CSN (Consórcio Salvador Norte), o município recebeu de 700 a 800 ônibus e devolveu 250 porque o restante estava sucateado. Ou seja, nenhuma cidade tem condições de ficar com essa demanda".
A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) disse que falta transparência da Prefeitura. "Não somos contra o subsídio, mas sim a falta de transparência. Se vota sempre sem levar questões como a ausência do presidente da Arsal nesta Casa. Ele poderia ter vindo e ter feito um excelente debate. Outro dia veio um representante da Integra e disse aqui que o subsídio deveria ser de R$ 200 milhões, e não os R$ 80 milhões", pontuou.
A parlamentar também argumentou que a gestão municipal já realizou outros aportes ao sistema nos últimos anos. Segundo ela, em 2023 a Câmara aprovou um subsídio de R$ 250 milhões e, em novembro de 2025, autorizou outro repasse de R$ 67 milhões.
Na mensagem encaminhada ao presidente da Câmara, o prefeito Bruno Reis (União) afirmou que o subsídio é necessário para cobrir possíveis déficits do sistema e garantir a continuidade do serviço.
