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Anac apura se helicóptero envolvido em colisão no Rio fazia transporte clandestino

Anac apura se helicóptero envolvido em colisão no Rio fazia transporte clandestino

Aeronave carregava 5 pessoas, incluindo youtuber argentino, cantor americano e produtor musical brasileiro

Por Marcos Hermanson/Folhapress

15/06/2026 às 17:30

Foto: Reprodução/TV Globo

Imagem de Anac apura se helicóptero envolvido em colisão no Rio fazia transporte clandestino

Um dos helicópteros que caíram sobre veículos de concessionária no Recreio dos Bandeirantes, no Rio

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), órgão fiscalizador do transporte aéreo no Brasil, afirmou nesta segunda-feira (15) que vai investigar por possível transporte clandestino de passageiros um dos helicópteros que colidiram no Rio de Janeiro.

A informação foi adiantada pelo presidente da agência, Thiago Faierstein, à GloboNews, e confirmada pelo órgão ao jornal Folha de São Paulo.

Dois helicópteros se chocaram no ar acima do bairro Recreio dos Bandeirantes neste domingo (14). A colisão causou a morte de seis pessoas –dois pilotos e quatro passageiros.

Um dos helicópteros, o de prefixo PP-MAC, não tinha autorização para transporte remunerado de passageiros, mas carregava o youtuber argentino Gaspi, o cantor americano Oliver Tree, o produtor musical Lucas Frota e o cineasta argentino Lucas Vignale, além do piloto Alexandre Souza. Todos eles morreram na queda da aeronave que seguia para Angra dos Reis (RJ).

A Anac diz ter coletado indícios, numa apuração ainda preliminar, de que a aeronave estava sendo utilizada para transporte remunerado de passageiros, mesmo sem ter licença para prestar esse serviço.

"Precisamos verificar se essas aeronaves —ou pelo menos uma delas, a que estava com passageiros— estavam realizando o que a gente chama de transporte aéreo clandestino. Nós temos várias denúncias e algumas investigações em curso", declarou Faierstein à GloboNews.

Ele ressalvou que os dois pilotos eram experientes e que as aeronaves se encontravam em situação regular, reforçando o que já havia dito o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), no domingo.

Na outra aeronave, de prefixo PR-DJJ e com destino à região serrana, estava o piloto Charles Marsillac, que também morreu. O proprietário deste último helicóptero detinha um contrato de prestação de serviços de transporte com a Prefeitura do Rio considerado irregular pela Anac.

Em troca de horas de voo em prol do município, o proprietário ganhou acesso ao heliponto da Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul da capital fluminense. Maurício da Cunha e Silva, dono da aeronave, não se manifestou sobre o assunto. A Prefeitura do Rio também foi procurada, mas não respondeu.

"Aeronaves privadas [não certificadas para transporte/panorâmico] não podem receber compensação para realizar voos. Aeronaves desse tipo devem ser utilizadas para benefício do seu proprietário ou operador e seus convidados. O transporte não pode ser cobrado", afirmou a Anac em nota.

Investigadores do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), ligado à Força Aérea, vão conduzir um inquérito sobre as causas do acidente.

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