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Van Hattem recorre à CCJ da Câmara contra suspensão do mandato: 'querem intimidar a oposição'
Van Hattem recorre à CCJ da Câmara contra suspensão do mandato: 'querem intimidar a oposição'
Conselho de Ética recomendou suspensão por dois meses após parlamentar ocupar Mesa da Câmara
Por Gabriela Echenique/Folhapress
19/05/2026 às 22:00
Atualizado em 19/05/2026 às 21:47
Foto: Thiago Cristino/Câmara Dos Deputados/Arquivo
O deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS)
O deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS) protocolou nesta terça-feira (19) recurso contra decisão do Conselho de Ética que recomendou a suspensão do mandato dele por dois meses por ocupar a Mesa Diretora da Câmara.
No documento, enviado à Comissão de Constituição e Justiça, o parlamentar diz que não ocupou diretamente a cadeira do presidente da Casa e que houve uma clara tentativa de intimidar a oposição.
Van Hattem disse que o processo contém graves vícios constitucionais, além de violação ao contraditório e à ampla defesa. Por isso, pede a anulação do processo.
O Conselho de Ética recomendou a suspensão por dois meses do mandato de três deputados da oposição. Além do deputado do Novo, também foram alvos Zé Trovão (PL-SC) e Marcos Pollon (PL-MS).
À época, eles cobravam que o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) pautasse a anistia aos condenados na trama golspita. A obstrução durou cerca de 30 horas.
Eles ainda podem recorrer à CCJ, e a decisão final caberá ao plenário. No recurso, Van Hattem citou outros casos de ocupação do plenário que não foram punidos. Ele lembra episódio ocorrido durante a prisão do então ex-presidente Lula.
"Condutas anteriormente toleradas, politicamente justificadas ou sequer sancionadas passaram, subitamente, a fundamentar a suspensão do exercício do mandato parlamentar", disse.
A defesa ainda fala em "protesto pacífico e político" e diz que não houve violência física, agressão ou qualquer ameaça durante a obstrução realizada no plenário da Câmara.
"Querem punir a oposição e silenciar quem defende princípios e valores. O que existe é uma perseguição política disfarçada de processo disciplinar", afirmou.
