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Se uma mulher chegasse agora ao Supremo, levaria 18 anos para ser ministra do TSE, diz Cármen Lúcia
Se uma mulher chegasse agora ao Supremo, levaria 18 anos para ser ministra do TSE, diz Cármen Lúcia
Corte segue com vaga aberta após derrota de Messias no Senado
Por Luísa Martins/Ana Pompeu/Folhapress
07/05/2026 às 17:55
Foto: Antonio Augusto/STF
A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal)
A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), disse que, se uma mulher fosse nomeada agora para a vaga que está aberta na corte, ainda demoraria 18 anos para que ela chegasse a ser ministra do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). "Isso demonstra exatamente como estamos longe de uma paridade".
A declaração foi dada na sessão plenária do STF desta quinta-feira (7), depois que o ministro Dias Toffoli a homenageou pelo encerramento da gestão à frente do TSE. A última sessão da ministra na presidência foi nesta manhã. Na próxima semana, o ministro Kassio Nunes Marques assume o cargo.
O Supremo está com um integrante a menos desde outubro, quando o então ministro Luís Roberto Barroso se aposentou. O presidente Lula (PT) indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, mas o nome foi barrado pelo Senado Federal. Após a derrota, o governo ainda discute os próximos passos.
Cármen voltou a afirmar que, finalizado seu período na presidência, renunciou à cadeira no TSE para que a próxima composição da corte eleitoral já comece a organizar as eleições gerais de 4 de outubro —trabalhos que, segundo ela, "não são simples, nem fáceis, mas são necessários".
"Dizem que Deus ajuda os loucos e os bêbados, e eu acho que ajuda também o povo da Justiça eleitoral, porque só Deus para ajudar e para dar tudo certo do jeito que dá", disse ela. "Espero que tenhamos, com a nova composição, um período de muito trabalho, mas também de muitas realizações para fortalecer a democracia brasileira”.
