Pacheco diz que não disputará o Governo de Minas e anuncia saída da política
Por Folhapress
29/05/2026 às 15:37
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado/Arquivo
Senador afirma que não tem expectativa de nomeação para o STF ou outras cortes superiores
O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) anunciou nesta sexta-feira (29) que não disputará o Governo de Minas Gerais neste ano e que pretende deixar a vida pública após o término de seu mandato, em janeiro.
Pacheco declarou também que não tem "nenhuma perspectiva ou expectativa" de nomeação em alguma corte superior, como o STF (Supremo Tribunal Federal).
"É sempre um momento da gente avaliar ciclos e há o fechamento do ciclo na política que eu decidi fazer, com o sentimento de dever cumprido", disse Pacheco a jornalistas, após um evento com empresários em São Paulo.
O anúncio oficial confirma conversa que ele teve há duas semanas com o presidente do PT, Edinho Silva, em que disse que não participaria da disputa. O senador, que estava no PSD, havia mudado de partido em abril em meio às articulações para que viabilizasse a candidatura ao governo do estado.
Pacheco estava no centro de disputas envolvendo o governo Lula (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
O presidente queria que Pacheco disputasse o Governo de Minas, estado considerado um dos mais importantes colégios eleitorais do país. Já Alcolumbre queria que o senador fosse indicado para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no STF.
A falta de acordo resultou na rejeição, em abril, do escolhido pelo presidente ao cargo —Jorge Messias, advogado-geral da União—, o que não ocorria na democracia brasileira havia 132 anos.
"Acabei sendo um personagem involuntário dessa história, porque em algum momento meu nome foi cogitado pelos colegas senadores, pelas colegas senadoras, mas de minha parte sempre houve um bom entendimento e uma boa aceitação em relação à opção do presidente da República", disse Pacheco.
Entre petistas, o entendimento é que Pacheco ajudou Alcolumbre a derrubar a indicação de Messias.
Na entrevista, Pacheco negou que planeje ingressar no Supremo. "Não tenho nenhuma expectativa ou perspectiva de ingresso em tribunal superior, inclusive o Supremo Tribunal Federal. Se isso foi cogitado, em algum momento, foi bem resolvido. É uma página virada", disse o senador.
Sobre a rejeição de Messias, declarou: "Houve uma decisão soberana do Senado Federal que precisa ser respeitada e eu espero que haja uma remediação da relação entre o presidente do Senado com o presidente Lula, porque isso é muito importante para o Brasil."
Pacheco, 49, presidiu o Senado em dois mandatos, de 2021 a 2025, sob os governos Jair Bolsonaro (PL) e Lula. Antes, foi deputado federal, de 2015 a 2019.
"Acho importante que esse 'campo democrático progressista' de pessoas que querem reconstruir Minas Gerais possa escolher um nome que esteja à altura. E nós temos nomes bons em Minas Gerais para cumprir essa missão", disse Pacheco, citando como possibilidades o ex-presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Josué Gomes, que tem apoio do PT, e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares, ambos do PSB.
2 Comentários
Kleber Brito
•
29/05/2026
•
14:36
Laudelino Foguinho
•
29/05/2026
•
12:56
