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Lula critica burocracia para criar plano de reforma e diz que povo quer o fim da 6x1 para namorar

Lula critica burocracia para criar plano de reforma e diz que povo quer o fim da 6x1 para namorar

Presidente participou de evento do setor de construção civil em São Paulo

Por Paulo Ricardo Martins, Folhapress

19/05/2026 às 13:27

Atualizado em 19/05/2026 às 17:29

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Imagem de Lula critica burocracia para criar plano de reforma e diz que povo quer o fim da 6x1 para namorar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, durante evento do setor da construção civil nesta terça-feira (19), que o fim da escala 6x1 é necessário porque "o povo quer mais tempo para namorar". A fala foi direcionada a empresários presentes na plateia durante a abertura da Enic (Encontro Internacional da Indústria da Construção Civil), na zona norte da capital paulista.

A PEC, que tramita no Congresso, é uma das apostas do governo para aumentar a popularidade antes das eleições. "Não fique assustado, [o fim da] escala 6x1 é uma coisa que é necessária porque hoje o povo quer mais tempo para ficar em casa, quer mais tempo para lazer, quer mais tempo para estudar, quer mais tempo para namorar", disse.

De acordo com o presidente, a redução da jornada de trabalho vai ser aplicada levando em consideração a especificidade de cada categoria. "Ninguém vai impor na marra. É preciso a gente respeitar a realidade de cada categoria, de cada profissão, de cada setor econômico, para a gente fazer as coisas que resultem no benefício que nós queremos resultar, de trazer mais benefício para a sociedade brasileira", afirmou.

Além da pauta trabalhista, as políticas de habitação estão entre as vitrines eleitorais de Lula, em especial por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, que recentemente teve ampliação no valor da renda familiar permitida e no limite dos imóveis que podem ser financiados com juros menores.

Durante o evento, o presidente também afirmou que a burocracia "está emperrando o financiamento da Caixa". "Nós colocamos R$ 30 bilhões para ajudar na reforma de casa e alguma coisa está emperrando. Posso dizer sem conhecer a fundo, mas é a burocracia que está emperrando o financiamento, porque não é possível a quantidade de cara que quer fazer um puxadinho, quer fazer uma garagem, quer fazer um quarto, quer aumentar um banheiro, quer fazer uma churrasqueira e não consegue pegar esse dinheiro", disse Lula.

Lula elogiou a atuação da Caixa Econômica Federal na construção civil e citou o crédito imobiliário concedido pela estatal, que chegou a R$ 966,2 bilhões no primeiro trimestre deste ano, com alta de 13,9% na comparação com o mesmo período de 2025.

O resultado da Caixa foi afetado pela maior provisão contra calotes, ou seja, o valor emprestado que o banco espera não receber de volta por inadimplência aumentou. A estatal teve lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre deste ano, segundo balanço divulgado neste mês. O resultado é 34,4% menor que o visto no mesmo período do ano passado.

Junto à comitiva do governo, Carlos Antônio Vieira, presidente da Caixa, elogiou a atuação de Lula no setor de construção civil e disse que o crédito imobiliário chegou a uma participação de 10% no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

O ministro das Cidades, Vladimir Lima, disse que o governo pretende a chegar ao patamar de 3 milhões de moradias contratadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida até dezembro deste ano.

"No início da série histórica, o déficit habitacional ficava em torno de 10% na década de 1990. Hoje —e o Minha Casa, Minha Vida contribui fortemente para isso— chegamos a 7,4%, o menor déficit habitacional relativo desde o início da série histórica", afirmou o ministro.

Renato de Sousa Correia, presidente da Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), disse durante o evento que o Brasil vem observando queda no déficit habitacional, mas que o setor tem tido dificuldade em encontrar mão de obra.

Na tarde desta terça, o presidente deve anunciar, em evento no centro da capital paulista, um programa de R$ 30 bilhões em financiamento subsidiado para motoristas de aplicativos como Uber e taxistas trocarem seus carros.

O anúncio é parte de uma série de ações de Lula que visam aumentar sua popularidade no ano eleitoral. Motoristas de aplicativo compõem uma categoria que o petista tenta atrair para sua base de apoio desde o começo do governo, mas tem dificuldades.

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