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'Eu não sei se o governo foi traído ou se eu fui traído', diz Wagner sobre derrota de Messias no Senado
'Eu não sei se o governo foi traído ou se eu fui traído', diz Wagner sobre derrota de Messias no Senado
Por Política Livre
11/05/2026 às 16:29
Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), afirmou que houve “traição” na votação que resultou na rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada durante entrevista ao programa Estúdio I, da GloboNews. Segundo Wagner, o resultado da votação representou uma “triste tarde” para o Senado Federal e deixou uma marca injusta na trajetória do chefe da Advocacia-Geral da União (AGU).
“Eu não sei se o governo foi traído ou se eu fui traído, porque várias pessoas que conversaram comigo... eu não vou acusar ninguém porque o voto é secreto e você acaba cometendo injustiça. Mas eu acho que aquela foi uma triste tarde no Senado Federal, porque ela condenou um jovem a ter uma rejeição em plenário”, declarou.
O senador afirmou que acreditava na aprovação de Jorge Messias com pelo menos 41 votos favoráveis, número mínimo necessário para a confirmação da indicação. No entanto, revelou que foi surpreendido durante conversa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
“Eu subi à mesa para pedir ao presidente Davi para abrir o painel de votação. Na minha convicção, o Messias seria aprovado com 41, podendo chegar a 43, 44 ou 45 votos. E ele virou para mim e disse: ‘Vocês vão perder por oito’. E ele tinha uma contabilidade bastante precisa, porque nós perdemos por sete”, afirmou.
O líder do governo relatou ainda que, após o resultado, foi ao Palácio do Planalto conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, Jorge Messias também esteve no encontro acompanhado da esposa e do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro.
“Eu disse ao presidente: voto secreto é um convite à traição. Infelizmente, nós fomos traídos ou eu fui traído, porque minha conta nunca baixou de 41 votos”, afirmou.
Apesar das críticas, Wagner disse que não pretende apontar nomes ou responsabilizar parlamentares individualmente, alegando que poderia cometer injustiças devido ao caráter secreto da votação. Para o senador, a rejeição de Jorge Messias teve motivação política e foi utilizada como antecipação do cenário eleitoral.
“Resolveram fazer daquele episódio uma vingança ou uma antecipação do processo eleitoral”, concluiu.
