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BC diz a deputados que BRB já descumpriu prazo legal e que analisa situação diariamente
BC diz a deputados que BRB já descumpriu prazo legal e que analisa situação diariamente
Galípolo afirma que o único prazo para apresentação do balanço de 2025 é o legal, que acabou em março
Por Thaísa Oliveira/Adriana Fernandes/Folhapress
20/05/2026 às 18:30
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil/Arquivo
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou a parlamentares do Distrito Federal nesta quarta-feira (20) que a situação do BRB (Banco de Brasília) está sendo avaliada diariamente e que a autoridade monetária não se baseia no prazo de até 29 de maio para a publicação do balanço de 2025.
Galípolo disse que o prazo que existe é o legal, que terminou em 31 de março para companhias de capital aberto —e foi descumprido pelo BRB, deixando ainda em aberto o tamanho do rombo causado pelas operações com o Banco Master.
Segundo deputados distritais e federais que participaram da reunião, o presidente do BC afirmou que medidas complementares à multa que está sendo aplicada pelo desrespeito ao prazo legal independem da apresentação do balanço até o fim do mês.
De acordo com os parlamentares, Galípolo reconheceu a importância do banco para o Distrito Federal e demonstrou estar disposto a ajudar na solução do problema.
A deputada federal Érika Kokay (PT-DF) disse que a bancada do DF está disposta a ajudar o BRB, mas não vai aceitar que o governo Celina Leão (PP) transfira a responsabilidade para o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"O que nós não podemos admitir é que haja uma transferência de responsabilidade ou que haja uma postura que, ao que tudo indica, é para postergar esse processo para depois das eleições. Isso é inadmissível. O governo do Distrito Federal tem que assumir a responsabilidade pelo que aconteceu com o Banco de Brasília e com a cidade", disse.
Após descumprir o prazo legal para publicação do balanço, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, começou a afirmar que o aporte necessário deveria ser concluído até 29 de maio. Hoje, o plano de socorro esbarra na condição financeira do Governo do Distrito Federal —acionista controlador do banco.
Sem os recursos necessários em caixa para colocar dinheiro no BRB, o governo distrital recorre a um processo de captação. O Distrito Federal não tem hoje capacidade de pagamento para receber garantia do Tesouro Nacional —o que daria condições mais benéficas para o empréstimo, como uma taxa de juros menor.
Além de Kokay, participaram do encontro com Galípolo os deputados distritais Max Maciel (PSOL), Fábio Félix (PSOL) e a deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS).
Procurado, o Banco Central não respondeu até a publicação desta reportagem.
