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Após morte de baiana em SP, Raissa Soares critica falta de acesso a tratamento de alta complexidade na Bahia
Após morte de baiana em SP, Raissa Soares critica falta de acesso a tratamento de alta complexidade na Bahia
Por Redação
14/05/2026 às 18:00
Foto: Divulgação
A médica e pré-candidata a deputada federal Raissa Soares (PL)
A médica e pré-candidata a deputada federal Raissa Soares (PL) lamentou, nesta quinta-feira (14), a morte de Larissa Amorim Soares, de 29 anos, vítima de leucemia, que, segundo ela, não conseguiu tratamento adequado na Bahia. Ela aponta que o caso expõe problemas estruturais no acesso à saúde de alta complexidade, principalmente para pacientes que precisam sair do estadoa em busca de tratamento. Larissa estava em São Paulo, onde esperava tratamento.
“O caso de Larissa mostra uma tragédia que começa antes da Justiça: começa quando uma família baiana precisa sair do próprio Estado para buscar, em São Paulo, uma chance de tratamento que deveria existir com dignidade perto de casa”, afirmou.
Larissa Amorim Soares, de 29 anos, morreu nesta quinta-feira, em São Paulo, onde estava internada no Hospital Santa Marcelina para tratamento de leucemia. Natural de Itambé, no sudoeste da Bahia, ela havia deixado o Estado em busca de atendimento especializado.
Segundo publicações feitas pelo marido, Murillo Soares, nas redes sociais, Larissa aguardava havia 58 dias pela liberação da imunoterapia blinatumomabe, conhecida comercialmente como Blincyto, já autorizada por decisão judicial.
Mãe de duas crianças, Larissa enfrentava leucemia desde a infância. Murillo passou a publicar relatos frequentes sobre a situação da esposa nas redes sociais e denunciava demora no fornecimento da medicação mesmo após decisão judicial favorável.
A defesa da família chegou a pedir o cumprimento imediato da liminar e a intimação do Ministério da Saúde. Nos últimos dias, o quadro clínico se agravou. Larissa precisou de oxigenoterapia, foi internada em UTI e acabou sendo intubada antes da morte.
Segundo Raissa, doenças hematológicas agressivas exigem rapidez terapêutica e não permitem demora administrativa. Ela afirma que o avanço da judicialização revela uma crise no acesso a tratamentos especializados.
O caso também chegou ao Senado. Em pronunciamento no plenário, a senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL) fez apelo ao Ministério da Saúde pelo fornecimento da imunoterapia blinatumomabe para Larissa.
“A Justiça não trará Larissa de volta. Mas quando uma decisão não é cumprida em tempo, quando uma família implora por tratamento e quando a doença avança mais rápido que o Estado, alguém precisa responder”, declarou Raissa.
