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Presidente de central diz que recuo na 'taxa das blusinhas' teria impacto negativo sobre emprego
Presidente de central diz que recuo na 'taxa das blusinhas' teria impacto negativo sobre emprego
Ricardo Patah, da UGT, afirma que mudança colocaria em risco ganhos para economia
Por Fábio Zanini/Folhapress
02/04/2026 às 18:15
Foto: Divulgação/UGT
Presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), Ricardo Patah
Presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), Ricardo Patah critica a defesa feita por integrantes do governo Lula de um recuo na chamada "taxa das blusinhas", o imposto de 20% sobre produtos de até US$ 50 importados pelas plataformas de e-commerce, sobretudo asiáticas.
A taxação, instituída em 2024, atendeu a um pedido da indústria e do comércio, que reclamavam de concorrência desleal.
Nas últimas semanas, no entanto, alguns integrantes do governo têm defendido sua revogação, como medida para aumentar a popularidade do governo, às portas da campanha eleitoral.
Para Patah, que preside uma central especialmente forte nos setores de comércio e serviços, a revogação da medida trará prejuízos aos trabalhadores.
"A possível revisão do imposto de importação sobre produtos estrangeiros ignora seus efeitos concretos sobre o emprego e a renda no país", diz ele, que também é presidente do sindicato paulista dos comerciários.
"Ao flexibilizar regras que corrigiram um pouco a concorrência desigual, o governo coloca em risco avanços recentes na geração de empregos e na recuperação da indústria e do comércio, além de pressionar salários e enfraquecer a economia nacional", acrescenta.
