Home
/
Noticias
/
Bahia
/
'Marca do governo de Jerônimo é a presença das facções criminosas na Bahia', diz ACM Neto
'Marca do governo de Jerônimo é a presença das facções criminosas na Bahia', diz ACM Neto
Por Redação
02/04/2026 às 14:15
Atualizado em 02/04/2026 às 15:36
Foto: Divulgação/Arquivo
O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil),
O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (2) que a principal marca da gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) é o avanço das facções criminosas no estado. Segundo ele, a Bahia vive hoje um cenário de expansão do crime organizado e perda de controle territorial por parte do poder público.
“A presença das facções criminosas na Bahia, a presença do crime organizado na Bahia… eu acho que essa é a marca fundamental do governo de Jerônimo Rodrigues”, afirmou em entrevista à rádio CBN.
Neto destacou que o cenário atual da violência no estado já se assemelha a situações historicamente registradas em grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo, com domínio territorial por parte de organizações criminosas. “Às vezes, o morador de um bairro não pode entrar no outro, o morador de uma rua não pode entrar na outra. Isso é a inversão, é o poder público se rendendo ao crime organizado”, disse.
Ao tratar de possíveis soluções, o pré-candidato defendeu a adoção de medidas já testadas em outros estados, citando Goiás como exemplo de sucesso no enfrentamento à criminalidade.
Ele afirmou que a valorização das forças policiais deve ser o primeiro passo. “Você tem que conquistar a polícia, enxergar o policial como o grande agente de transformação e o grande responsável pela solução”, declarou, defendendo melhores salários, estrutura, equipamentos, treinamento e apoio psicossocial.
Neto também ressaltou a importância do investimento em tecnologia e inteligência policial para desarticular o crime organizado. “Não adianta você ter um trabalho na ponta se não vai atrás da rede criminosa, para cortar a cabeça e chegar lá em cima”, afirmou.
Outro ponto citado foi a necessidade de reforço na atuação da Polícia Civil e de integração entre diferentes forças de segurança, como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e guardas municipais.
O pré-candidato também criticou o atual sistema prisional da Bahia, afirmando que as unidades têm servido como centros de comando do crime. “Mais da metade dos crimes são ordenados a partir dos presídios. O presídio hoje, ao invés de servir para punir, serve para multiplicar o crime”, disse.
Como proposta, defendeu a criação de presídios de segurança máxima no estado, com maior rigor no tratamento de líderes de facções e medidas para impedir a comunicação com o mundo externo.
