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Lula ignora derrota de Messias em primeiro pronunciamento desde a rejeição do AGU
Lula ignora derrota de Messias em primeiro pronunciamento desde a rejeição do AGU
Por Mariana Brasil, Folhapress
30/04/2026 às 17:39
Foto: Ricardo Stuckert/PR/Arquivo
Presidente participava de anúncio de crédito para aquisição de caminhões e ônibus
O presidente Lula (PT) discursou pela primeira vez desde a rejeição de Jorge Messias pelo Senado, em evento no qual evitou mencionar o episódio.
O presidente participava de um anúncio de crédito para aquisição de caminhões e ônibus. Estavam presentes os ministros Márcio Elias Rosa (Indústria e Comércio), Miriam Belchior (Casa Civil), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) e Sidônio Palmeira (Secom).
Messias foi rejeitado pelo Senado com 34 votos favoráveis frente a 42 contrários, após ser sabatinado e aprovado no nível da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Era necessário o apoio de ao menos 41 senadores para aprovação de seu nome.
Agora, o presidente tem a prerrogativa de indicar um novo nome, ou deixar a indicação para o próximo presidente da República. O chefe do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse a membros da oposição que não colocaria em votação outro nome indicado por Lula antes da eleição.
A falta de votos demonstrou ruídos na articulação política do governo, hoje sob o comando de José Guimarães, empossado por Lula neste mês para substituir Gleisi Hoffmann (PT). Antes do resultado, o ministro e membros da base governista garantiam que o nome de Messias passaria pela Casa, como o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT).
Logo após a derrota, Lula recebeu em casa Messias, Guimarães, Wagner e o ministro da Defesa, José Múcio, para uma reunião de última hora para tratar do episódio. Lá, o governo mapeou possíveis traições de aliados durante a votação. As principais suspeitas recaem, principalmente, sobre membros do MDB.
No momento, aliados do presidente apostam na exoneração de indicados de Alcolumbre, como os ministros Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) e Frederico Siqueira (Comunicações). Segundo participantes da reunião, Lula mostrava serenidade, enquanto buscava confortar Messias.
Nesta quinta, o governo ainda enfrentou uma segunda derrota, com a derrubada do veto do presidente às penas dos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, o que inclui Jair Bolsonaro (PL). O veto de Lula foi rejeitado com os votos de 318 deputados e 49 senadores. Dessa forma, a proposta original se tornará lei.
No caso de Bolsonaro, a decisão reduz o tempo que o ex-presidente vai passar em regime fechado do intervalo atual de 6 a 8 anos para entre 2 anos e 4 meses e 4 anos e 2 meses, a depender da interpretação.
