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Hungria escolheu a Europa, diz UE; veja reações à derrota de Viktor Orbán nas urnas
Hungria escolheu a Europa, diz UE; veja reações à derrota de Viktor Orbán nas urnas
Primeiro-ministro perde eleição, reconhece derrota e deixará poder após 16 anos no cargo
Por Victor Lacombe/Folhapress
12/04/2026 às 18:45
Atualizado em 12/04/2026 às 18:53
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, foi derrotado nas urnas neste domingo (12) e sairá do poder após 16 anos. Ele deixa um legado de autocratização do país, com Judiciário aparelhado e mídia na mão de aliados, e de atritos com a União Europeia, bloco do qual a Hungria faz parte.
Também por isso, uma das primeiras reações internacionais à derrota de Orbán veio da presidente da Comissão Europeia, a alemã Ursula von der Leyen, que disse: "A Hungria escolheu a Europa. A Europa sempre escolheu a Hungria".
"Um país retoma seu caminho europeu, e a união fica mais forte", prosseguiu von der Leyen. "Juntos, somos mais fortes. O coração da Europa bate mais forte na Hungria esta noite."
As medidas antidemocráticas de Orbán causam dor de cabeça à UE há anos, mas a crise se intensificou após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Graças ao mecanismo que exige unanimidade para certas decisões do bloco, Budapeste sob Orbán ganhou enorme influência ao ser, muitas vezes, o único país contrário a medidas mais duras contra Moscou.
O presidente da França, Emmanuel Macron, disse ter conversado com Péter Magyar, vencedor do pleito. Em nota, afirmou que a França "está feliz com essa vitória, que mostra a forte ligação do povo húngaro aos valores da União Europeia".
O premiê da Alemanha, Friedrich Merz, também ligou para Magyar e disse esperar uma cooperação "a fim de garantir uma Europa forte, segura e unida". "O povo húngaro decidiu. Parabéns por seu sucesso, caro Péter", escreveu o alemão em rede social.
Já o primeiro-ministro da Espanha, o esquerdista Pedro Sánchez, disse: "Hoje vence a Europa e os valores europeus. Felicidades a todos os cidadãos húngaros por eleições históricas. Vamos trabalhar juntos, Péter Magyar, para um futuro melhor para todos os europeus".
O premiê do Reino Unido, por sua vez, disse que a vitória de Magyar era um "momento histórico não apenas para a Hungria, mas para a democracia europeia". "Estou ansioso para trabalharmos juntos", escreveu Keir Starmer no X.
A direita do continente também reagiu. A primeira-ministra Giorgia Meloni, da Itália, parabenizou Magyar, mas disse: "Agradeço meu amigo Viktor Orbán pela intensa colaboração nos últimos anos, e sei que continuará a servir seu país na oposição".
O líder da ultradireita francesa Jordan Bardella, provável candidato à Presidência da França, afirmou que a vitória de Magyar mostra que "as acusações incessantes das instituições europeias nos últimos anos contra a democracia húngara eram infundadas".
"Viktor Orbán é um grande patriota que conquistou em seu mandato a recuperação econômica da Hungria, promoveu políticas a favor da família e da natalidade, e defendeu as fronteiras de seu país e da Europa contra o fluxo migratório", prosseguiu Bardella. As medidas anti-LGBTQIA+ de Orbán, tomadas sempre em nome "da família", eram duramente criticadas por líderes europeus.
Hakeem Jeffries, o líder do Partido Democrata na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, disse que "o autocrata de extrema direita Viktor Orbán perdeu a eleição. Os próximos serão os puxa-saco de Trump e extremistas Maga em novembro. O inverno está chegando", disse, em referência às eleições de meio de mandato nos EUA, que renovam o Legislativo do país.
O governo Donald Trump interferiu na campanha eleitoral da Hungria para tentar favorecer Orbán, com Trump dizendo que os EUA investiriam na economia húngara se o aliado permanecesse no poder e enviando seu vice, J. D. Vance, para elogiar o premiê em Budapeste.
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