Haddad vira aposta do mercado financeiro para substituir Lula na eleição
Por Mônica Bergamo/Folhapress
09/04/2026 às 07:08
Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil
Fernando Haddad
A possibilidade de Fernando Haddad (PT-SP) substituir Lula como candidato a presidente da República anima integrantes do mercado financeiro. Banqueiros e executivos já chegaram a abordar lideranças do PT e o próprio ex-ministro para falar sobre o tema.
As declarações dúbias de Lula sobre a própria candidatura estimulam a movimentação. Na quarta (8), por exemplo, o presidente disse em entrevista ao portal ICL Notícias que "ainda" não decidiu se vai "ser candidato".
Na sequência, afirmou que tem "o acúmulo de experiência que ninguém tem nesse país", sinalizando que a maior probabilidade é a de que ele concorra à reeleição.
As lideranças do PT que já foram abordadas e o próprio Haddad descartam a possibilidade de Lula desistir da candidatura, mesmo diante de números eleitorais que mostram que deve enfrentar uma campanha dura contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Lideranças do setor financeiro, no entanto, ainda mantêm o que pode ser definido como esperança, já que preferem um governo de Haddad a uma continuidade de Lula na presidência.
Como revelou a coluna no começo de março, Haddad empata tecnicamente com o Flávio em um cenário de disputa de segundo turno nas eleições presidenciais. Ele tem 41% dos votos, contra 43% do filho de Bolsonaro.
O fato de o ex-ministro ser competitivo como candidato a presidente levou lideranças do partido a enxergarem nele um plano B viável caso Lula, em um cenário considerado improvável, mas não impossível, desista de concorrer à Presidência.
Lula é considerado o mais forte candidato que a legenda poderia apresentar ao eleitorado. Uma eventual candidatura de Haddad, por outro lado, representaria uma grande novidade nas eleições, enquanto o presidente estaria disputando o seu quarto mandato.
A rejeição a Lula é de 46%, enquanto a de Haddad é de 27%.
O tema é considerado tabu no PT e foi sempre discutido de forma mais do que reservada —e, segundo um dirigente, em voz baixa.
1 Comentário
ANDERSON
•
09/04/2026
•
05:11
