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Aliados defendem demissão de Wellington Lima da Justiça para abrigar Messias

Aliados defendem demissão de Wellington Lima da Justiça para abrigar Messias

Por Mônica Bergamo/Folhapress

30/04/2026 às 12:33

Atualizado em 30/04/2026 às 12:35

Foto: Carlos Moura/Arquivo/Agência Senado

Imagem de Aliados defendem demissão de Wellington Lima da Justiça para abrigar Messias

Jaques Wagner

Aliados de Lula e de Jorge Messias no PT e no governo defendem que o presidente demita o atual ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, e coloque o advogado-geral da União em seu lugar.

Indicado para o cargo em novembro, Messias terminou derrotado na noite de quarta (29) com 42 votos contrários e 34 a favor.

O grupo que defende a mudança na Justiça afirma que o ministro Lima e Silva não moveu uma palha para ajudar a aprovar Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal), e que seu padrinho político, Jaques Wagner, líder do governo no Senado, induziu Lula ao erro ao dizer que pelo menos 45 senadores aprovariam o nome que ele havia indicado para a Corte.

Isso teria dado tranquilidade ao presidente, fazendo com que os apoiadores mais entusiasmados de Messias se desmobilizassem justamente no dia da votação.

De acordo com um dos aliados que defende Messias na Justiça, Jaques Wagner teria feito "corpo mole" porque tem outro candidato ao STF: o próprio Lima e Silva.

Vídeos com a cena de Alcolumbre soprando a Wagner que Messias seria derrotado por oito votos de diferença, e outros que mostram o presidente do Senado e o líder do governo se abraçando logo depois da derrota do indicado de Lula passaram a circular em grupos petistas ainda na noite de quarta, e incendiaram os debates sobre uma suposta traição a Lula (ver vídeo acima).

Procurado pela coluna, Jaques Wagner não respondeu às mensagens enviadas a ele por WhatsApp.

A derrota de Lula e de Messias foi o resultado de uma queda de braço entre o Congresso e o Palácio do Planalto, somada a um longo processo de desgaste da cúpula do Judiciário e de um fortalecimento da direita no cenário que antecede as eleições deste ano.

Foi a primeira vez que o Senado rejeitou a indicação de um presidente da República para o STF desde 1894, quando cinco nomes escolhidos por Floriano Peixoto para o tribunal foram barrados.

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